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Mas o presidente da Câmara, Luís Gomes, refutou as acusações do PS, afirmando que as contas "estão absolutamente erradas" e acusou a concelhia socialista de Vila Real de Santo António de "falta de seriedade política".

"O PS lastima o desrespeito para com o trabalho desenvolvido pelas instituições sem fins lucrativos, acarretando uma redução de 1,5 Milhões de euros de apoios relativamente a 2010, quando, pelo contrário, se verifica um aumento da despesa de 1,8 Milhões de euros para Consultadorias, Pareceres, Estudos, Exposições e outros serviços", criticaram os socialistas num comunicado.

O partido da oposição na câmara algarvia frisou que esse valor é "metade do orçamento total da Câmara de São Brás de Alportel" e indicou estar "extremamente preocupado com a grave situação que os clubes e associações estão a atravessar".

Uma das situações apontadas pelo PS é a denúncia por parte da câmara do protocolo com a Associação Humanitária dos Bombeiros de Vila Real de Santo António, que está, segundo o partido, a "prejudicar gravemente” a instituição.

É também criticada a subida de quatro milhões de euros nas transferências da autarquia para a Empresa Municipal (Sociedade de Gestão Urbana, SGU), que revela, segundo o PS, “o esvaziamento das competências da Câmara, a duplicação de serviços e a impossibilidade de fiscalizar, por parte da oposição, a forma como esses dinheiros são gastos”.

Para os socialistas, o Orçamento para 2011 "mostra a situação caótica que a Câmara vive a nível financeiro", continuando o executivo PSD “a recorrer à banca para financiar dificuldades de tesouraria", com custos elevados em juros para o município.

"Este é um orçamento que reflete a irresponsabilidade financeira com que a Câmara tem sido gerida nos últimos anos, apostando fundamentalmente na continuação do populismo", considerou o PS, que quer "um Orçamento de rigor, com bom senso, respeito para com os munícipes e apostado no desenvolvimento económico e reforço do apoio social".

O presidente da Câmara, Luís Gomes, disse à Lusa que os valores apontados pelo PS "são absolutamente errados" e negou que a rubrica para consultadoria e estudos tenha subido, sublinhando que “desceu 79 mil euros face a 2010”.

O autarca admitiu os cortes às associações e clubes, justificando-os como uma “inevitabilidade” para os “sacrifícios e esforços que têm sido pedidos”, e criticou a presidente do PS local, Jovita Ladeira, por “passar mais tempo a fazer comunicados criando realidades virtuais, do que a resolver o problema do emprego no Algarve como subdelegada do Instituto de Emprego e Formação Profissional do Algarve”.

Lusa

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