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PS de Castro Marim só aprova centro náutico na barragem de Odelouca sem piscina fluvial

A oposição do PS na Câmara de Castro Marim mostra-se disponível para aprovar o Centro de Atividades Náuticas da Barragem de Odeleite e permitir o aproveitamento dos fundos comunitários já aprovados, caso o projeto abandone a praia/piscina fluvial.

A praia ou piscina fluvial está integrada no projeto do Centro de Atividades Náuticas da Barragem de Odeleite, cuja adjudicação final foi reprovada em janeiro, com os votos contra da oposição formada pelo PS (dois vereadores) e pelo Movimento Castro Marim Primeiro (CM1, um eleito), que superaram os do presidente e da vice-presidente do PSD, Francisco Amaral e Filomena Sintra, respetivamente.

Célia Brito, do PS, disse à agência Lusa que os socialistas estão a favor e disponíveis para aprovar o Centro de Atividade Náuticas da barragem, mas estão contra e vão opor-se sempre à praia/piscina fluvial prevista no projeto, enquanto o vereador do CM1 e antecessor do atual autarca no cargo, José Estevens, justificou o voto contra com o facto de a autarquia estar a assumir um projeto para o qual “não tem vocação” e “havia iniciativa privada interessada”.

A maioria do PSD, através da vice-presidente, Filomena Sintra, advertiu que os fundos comunitários estão em risco caso o projeto não seja aprovado pela Câmara e disse esperar chegar, em breve, a um acordo para evitar a perda de financiamento comunitário do projeto, orçado em cerca de 580.000 euros e que permitiria, disse, “alavancar” investimentos privados.

Mas Célia Brito defendeu a sua posição, afirmando que já em campanha eleitoral tinha dito ser a favor do Centro de Atividades Náuticas, mas sem a piscina/praia fluvial, e criticou o presidente da Câmara porque “não quis ouvir”.

“Enquanto lá estiver [no projeto] a piscina ou praia fluvial, como o presidente inicialmente falava, seremos sempre contra. Se se mantiver esse projeto, votaremos sempre contra”, afirmou a vereadora do PS, reiterando disponibilidade “para chegar a um consenso sobre o centro de atividades náuticas”.

Os socialistas consideram que a criação de uma zona de banhos não devia ser feita na barragem, do lado oposto à aldeia de Odeleite, e deveria ser criada na margem da ribeira homónima, a jusante da albufeira. Além disso, defendem a utilização dos recursos necessários para a piscina na requalificação da aldeia.

José Estevens, que foi presidente da Câmara de Castro Marim eleito pelo PSD e antecessor de Francisco Amaral no cargo, criou o movimento CM1 antes das últimas eleições, após entrar em rutura com o partido e sucessor, e disse ter sido sempre um defensor da utilização da barragem para o desenvolvimento da aldeia, mas criticou a autarquia por promover um projeto substituindo-se à iniciativa privada.

“Não se percebe por que é que tem de ser a câmara municipal a desenvolver um projeto e um processo para o município, quando essa não é na realidade a verdadeira vocação do município, quando há particulares interessados”, afirmou.

José Estevens considerou que ainda pode haver “remédio para esta situação” sem “sacrificar a candidatura aprovada e utilizando essas verbas” comunitárias, se for encontrada uma solução que “não implique o envolvimento do município na gestão destes equipamentos”.

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