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“Fazemos uma apreciação negativa dos três anos de mandato da coligação PSD/CDS-PP”, afirmou à agência Lusa Luís Graça, líder da concelhia do PS de Faro, para quem “Macário Correia lamuria-se muito, queixa-se da herança, das dívidas, tem um discurso pobre e miserabilista e não tem nenhuma atitude para mudar esta realidade".

O dirigente partidário disse que o autarca é “alguém que gere a Câmara de Faro, a maior do Algarve, como se se tratasse de uma pequena freguesia num meio rural”, apesar de “ter contado sempre com uma atitude positiva do PS”.

Para o dirigente socialista, a gestão de Macário Correia e da coligação PSD/CDS-PP/MPT/PPM apenas teve um ponto positivo, a aprovação do Programa de Apoio à Economia Local, instrumento criado pelo Governo e a Associação Nacional de Municípios para ajudar as autarquias em dificuldades financeiras.

“Contudo, este instrumento só vai ser utilizado porque a opção de Macário Correia falhou, que era a de recorrer à banca para o reequilíbrio financeiro. E falhou porque ele geriu eleitoralmente os prazos e não previu que a crise se estava a agravar e, quando foi negociar os empréstimos à banca, a banca recusou emprestar o dinheiro”, acrescentou Luís Graça.

O líder dos socialistas de Faro disse que “a gestão de Macário Correia na câmara é feita com base nas expectativas eleitorais” e recordou que, quando o PS deixou a autarquia, após as autárquicas de 2009, ganhas por Macário Correia, deixou várias obras do Programa Polis Litoral da Ria Formosa aprovadas.

“Três anos depois, apesar de o dinheiro estar garantido, não existe uma única obra no concelho de Faro. E a única responsabilidade para isso é do engenheiro Macário Correia e da coligação. É também responsável pelo atraso nas obras da variante norte a Faro, que está parada, suspensa, com a passividade do presidente da câmara”, considerou.

Para Luís Graça, os três anos de mandato da coligação de direita na Câmara de Faro foram “como ir a uma vindima e ter muita parra e pouca uva”, porque os resultados “são pouquíssimos”.

“O engenheiro Macário Correia terminou o ano de 2011 com mais despesas do que as que tinha em 2009. Só isso revela o falhanço total desta gestão, até mesmo do ponto de vista financeiro”, afirmou Luís Graça, frisando que o autarca “não tem nenhuma obra sua, nova, para mostrar, nem mesmo aquelas que o PS deixou”.

Lusa
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