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A taxa, que deverá ser introduzida no final do verão, é uma medida que o PS considera ser “negativa para o setor económico no município” e irá fazer o destino turístico “perder competitividade face aos concelhos limítrofes”.

A concelhia do partido, presidida por Célia Paz, que tomou posse no passado dia 02 e substituiu no cargo Jovita Ladeira, refere num comunicado que “qualquer turista (nacional ou estrangeiro) é abrangido pela crise atual, vive em tempos conturbados e a aplicação desta nova taxa pode ter o efeito de fuga para outros destinos”.

O PS de Vila Real de Santo António sublinhou que “apenas as crianças até dez anos ficarão isentas do pagamento desta taxa”, a ser aplicada “em hotéis, residenciais, alojamento local e até no parque de campismo”, e que a medida motivará, “inevitavelmente, mais desemprego ao concelho”.

A concelhia socialista acusou a câmara de estar “mergulhada num descalabro financeiro” e apontou como responsável da situação “a gestão descontrolada do seu presidente”, Luís Gomes.

“Não é justo que a tentativa de reequilíbrio financeiro da câmara seja feita à custa de mais desemprego, de encerramento de empresas e de definhamento económico e social do concelho”, afirmou a estrutura partidária, considerando que o momento para concretizar a medida é despropositado.

A 22 de junho, o presidente da Câmara de Vila Real de Santo António disse à Lusa que tinha proposto a criação de uma taxa turística, a cobrar nos hotéis do concelho por cada dormida, para fazer frente ao défice de três milhões de euros anuais do complexo desportivo e ajudar a pagar os eventos desportivos que promove no concelho.

Luís Gomes disse que a proposta, aprovada em sessão de câmara e na assembleia municipal, vai passar por uma fase de consulta pública, na qual os hoteleiros do concelho poderão apresentar as suas ideias.

O autarca considerou que o valor em causa é “muito simbólico, porque não é por um euro a mais no valor do quarto que o destino perderá competitividade”, e afirmou que “pior seria fechar o complexo desportivo ou criar uma nova taxa para toda a população pagar”.

Lusa
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