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“Tememos que possa constituir o início de futuras contestações e manifestamo-nos preocupados com as consequências nefastas desta radicalização de posições”, refere um comunicado da estrutura concelhia.

Segundo os socialistas algarvios, a greve está a provocar graves prejuízos para a economia regional – estima-se que haja prejuízos na ordem dos 100.000 euros pelas escalas já canceladas.

A greve à polivalência e horas extraordinárias dos trabalhadores dos portos nacionais começou na segunda-feira e terá uma duração por tempo indeterminado.

Em declarações à Lusa, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Administrações Portuárias, Fernando Oliveira, criticou a alegada falta de vontade negocial do Governo, que acusou de querer alterar profundamente a lei do trabalho portuário, “precarizando-o por completo”.

No comunicado, a concelhia socialista de Portimão considerou “preocupante” que no espaço de uma semana 10% das escalas previstas na cidade para 2012 tenham sido canceladas, “sem que haja qualquer sinal por parte do Governo” de que a situação se vai resolver.

“Consideramos desastroso para o futuro do Porto de Portimão que as autoridades competentes não sejam capazes de avisar com antecedência as companhias de cruzeiros se há ou não condições para o Porto receber as escalas”, afirma o PS.

A estrutura política lança um apelo “muito forte” ao Governo para que, “já que não foi possível evitar a greve, se tire dela as devidas ilações”, promovendo a aproximação de todos os atores envolvidos, para “acabar esta greve que não tem data de fim e que se cancelem as greves previstas de 17 a 24 de setembro”.

De acordo com o dirigente sindical Fernando Oliveira, os trabalhadores contestam o corte nos subsídios de turno e de isenção de horário de trabalho dos meses de julho e dezembro, por entenderem que aquelas remunerações integrariam o “pacote” de cortes dos 13.º e 14º meses.

A Frente Comum Sindical Marítimo-Portuária já entregou os pré-avisos de greve para os portos portugueses, com diferentes datas por sindicato, cobrindo um período de 17 a 24 de setembro.

Os sindicatos dos trabalhadores portuários do Centro e Sul (que inclui Lisboa, Setúbal e Figueira da Foz), Caniçal, Sines, Aveiro e Viana do Castelo declararam greve das 00:00 de 19 de setembro (quarta-feira) até às 08:00 de dia 21 (sexta-feira).

Já o Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Administrações Portuárias convocou a greve para a totalidade dos dias 21 e 24 de setembro (de sexta-feira a segunda-feira), de acordo com os pré-avisos destinados aos portos do Continente, Madeira e Açores.

Por seu lado, o Sindicato dos Capitães, Oficiais Pilotos, Comissários e Engenheiros da Marinha Mercante declarou greve das 00:00 de 17 de setembro (segunda-feira) até à meia-noite de 18 de setembro (terça-feira), o mesmo período do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado.

Lusa

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