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“O PS diz que devemos deixar à Justiça o que é da Justiça, mas depois, logo a seguir, retira consequências políticas”, acusou Cristóvão Norte, para quem os socialistas estão numa “contradição insanável”.

O Supremo Tribunal Administrativo (STA) determinou "a perda do atual mandato" de Macário Correia, presidente da Câmara de Faro, por violação do Plano Regional do Ordenamento do Território do Algarve e Plano Diretor Municipal em 2006, quando era presidente da Câmara de Tavira.

À Lusa, o dirigente social-democrata sublinhou que, o que deveria resultar da premissa inicial dos socialistas, “é que não se retirassem consequências políticas e se deixaria numa primeira fase que o processo se esgotasse. Depois sim, em virtude da evolução do processo, poder-se-iam tirar consequências políticas”.

Sobre o caso, o presidente do PSD/Faro, Cristóvão Norte, sublinhou que, “se os próprios tribunais estão com dúvidas, é porque ele não é assim tão cristalino”, relevando que "houve dois tribunais que decidiram num sentido e um outro em sentido inverso".

Assim, invocou “o bom senso e a ponderação” para observar que os atores políticos devem ser comedidos nas declarações e nas conclusões de caráter político antes do fim do percurso judicial do processo, “sob pena de incorrermos numa precipitação”.

Na terça-feira à noite, o presidente da concelhia de Faro do PS, Luís Graça, referiu-se a Macário Correia como “um mito que ruiu” e desafiou a coligação PSD/CDS-PP a avaliar se há condições para se manter à frente da Câmara Municipal da capital algarvia.

Lusa
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