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Osvaldo Goncalves, presidente da Câmara de Alcoutim • Foto © Samuel Mendonça
Osvaldo Goncalves, presidente da Câmara de Alcoutim • Foto © Samuel Mendonça

O PSD de Alcoutim acusou o presidente da Câmara de “favorecer” um amigo ao comprar-lhe um imóvel, “sem qualquer interesse público”, para criar um espaço de artesanato, mas o autarca socialista refutou as acusações, qualificando-as como “ataque sórdido”.

A acusação foi feita num comunicado da Comissão Política do PSD de Alcoutim, que considerou “inaceitável” a autarquia ter comprado o imóvel ao proprietário Francisco Alho Xavier, líder da bancada socialista na Assembleia Municipal, por um valor “excessivamente elevado” e cifrado em 70.000 euros.

“Não me revejo nestas acusações do PSD, que são um ataque sórdido e imoral”, afirmou Osvaldo Gonçalves em declarações à agência Lusa, frisando que a Câmara de Alcoutim adquiriu o espaço “por um preço muito abaixo” do que chegou a ser pedido pelo proprietário quando colocou o imóvel à venda.

O presidente da Câmara refutou ainda o argumento do PSD de que a autarquia comprou o imóvel “sem qualquer interesse público”, assegurando que “o interesse público está defendido” porque o município “adquiriu um espaço numa zona nobre” da vila algarvia e com “condições de excelência para o espaço que se pretende criar”.

“Não passa de um favorecimento pessoal ao líder de bancada do PS da Assembleia Municipal, que o senhor presidente da Câmara teve a intenção de beneficiar”, criticou o PSD, lamentando que Osvaldo Gonçalves, “sem qualquer interesse público municipal”, tenha “adquirido a casa do amigo e líder de bancada” socialista.

A justificação dada pela autarquia prendeu-se com a “localização da mesma e a necessidade premente de criar um espaço de valorização, promoção e divulgação dos produtos endógenos e do artesanato local”, censurou ainda o PSD, manifestando-se “incomodado” e com “dúvidas” relativamente ao negócio.

“Se foi intenção da Câmara Municipal criar um espaço de valorização, promoção e divulgação dos produtos endógenos e do artesanato local, porque não o fez no edifício da Câmara (antigas escolas primárias), localizado na Praça da Republica, com mais espaço, com melhor localização e sem qualquer custo”, questionou a comissão política social-democrata.

O partido mostrou-se ainda surpreendido por a Câmara de Alcoutim ter comprado “um prédio quase em ruínas por 435 euros o metro quadrado”, um custo que considerou ser “desnecessário e excessivamente elevado” e que contrasta, contrapôs, com o último terreno comprado em Alcoutim, pelo anterior executivo PSD, “com o custo de aproximadamente um euro o metro quadrado”.

Osvaldo Gonçalves também refutou esta ideia, dizendo que nestes valores “o PSD mente”, porque “a câmara nessa ocasião pagou 90 euros por metro quadrado”.

“A mentira associada a este valor denota a falta de seriedade do PSD. Não houve favorecimento nenhum e trata-se de um ataque imoral”, reiterou o autarca socialista.

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