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"O PSD/Portimão, ao longo dos últimos seis anos, denunciou factos inexplicáveis, dentro do município. Do ponto de vista político, o senhor presidente da Câmara de Portimão deve uma explicação e um pedido de desculpas aos cidadãos", destacou a concelhia social-democrata em comunicado.

Entre os detidos, suspeitos de corrupção, administração danosa, branqueamento, participação económica em negócio e associação criminosa, estão o vice-presidente Luís Carito e o vereador Jorge Campos, ambos com ligações à Portimão Urbis.

Segundo os sociais-democratas, o município de Portimão "está num estado caótico, fruto de uma gestão ruinosa, de mentiras e de fraude".

"Ao longo dos anos, o PS geriu o município e as empresas municipais como uma quinta sua. É tempo de dizer basta! É tempo de pedir responsabilidades", conclui a estrutura local do PSD.

O vice-presidente da Câmara de Portimão e mais quatro arguidos, foram detidos no dia 19 de junho e ouvidos em primeiro interrogatório judicial no dia 21 de junho, pelo juiz Carlos Alexandre no Tribunal Central de Instrução Criminal, no Campus da Justiça, em Lisboa, e são suspeitos de corrupção, administração danosa, branqueamento, participação económica em negócio e associação criminosa.

Luís Carito ficou em prisão preventiva até ao momento em que estejam reunidas as condições legais e técnicas para que passe a prisão domiciliária com pulseira eletrónica, informaram os advogados.

O advogado Paulo Batista acrescentou que Luís Carito, além de ficar sujeito à medida de coação de vigilância eletrónica, ficou ainda suspenso de exercer cargos públicos e proibido de contactar com os outros arguidos e de se ausentar do país.

O vereador Jorge Campos, atual administrador da empresa municipal Portimão Urbis, Lélio Branca, e dois administradores da Pictures Portugal, Artur Curado e Luís Marreiros, saíram em liberdade, mas tiveram de pagar uma caução de 20 mil euros cada um, além da proibição de se contactarem entre si e de se ausentarem do país.

O vereador e o administrador da Portimão Urbis estão também suspensos de exercerem cargos públicos.

Os factos em investigação estão relacionados com a atividade e gestão da Portimão Urbis. Luís Carito e Jorge Campos faziam parte, à data dos alegados factos (2011), do seu conselho de administração.

Para o Ministério Público, os cinco arguidos tinham como objetivo comum "sacar dinheiro" à empresa municipal através da celebração de contratos fantasmas com outras empresas privadas, entre as quais a Pictures Portugal.

Lusa

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