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"Acho que qualquer coletivo tem o direito de dizer que nos 60 dias que antecipam eleições é importante que nos foquemos nas eleições e que aquele exercício de tiro ao líder, que tantas vezes alguns militantes se entretêm a fazer, seja interrompido", declarou Morais Sarmento, à margem de um jantar de apoio ao candidato Paulo Rangel em Faro, Algarve

No recente congresso do PSD foi aprovada uma norma que impede os militantes de criticar a direção do partido 60 dias antes da realização de atos eleitorais, sob pena de infração.

"É impossível uma liderança estar a tentar apresentar ao país uma proposta e ser desde logo, dentro de casa, prejudicada e impedida de fazer essa apresentação", defendeu o social democrata.

Morais Sarmento admitiu que a mensagem do PSD aos portuguses foi "claramente prejudicada" no passado, porque militantes do PSD não permitiram que essa mensagem passasse.

"Como em qualquer casa, temos regras. Pedir que o recreio se interrompa durante 60 dias não me parece excessivo", acrescentou.

O ex-ministro lembrou que aquela norma não era nehuma novidade e que serve para "uma maior coordenação e eficiência" da atuação do partido.

"A norma só surpreende quem tenha estado desatento no congresso ou quem queira ser hipócrita depois do congresso", declarou, aos jornalistas, o presidente do Conselho de Jurisdição do PSD.

Segundo Morais Sarmento, o "barulho" que se fez sobre a norma aprovado no congresso do PSD só se explica pelo "enorme impacte" que o congresso teve no país".

Nuno Morais Sarmento recordou que o PSD fará hoje uma "análise jurídica" da norma aprovada e assegurou que se existir necessidade de fazer "alguma correção ou aperfeiçoamento", será feito.

O social democrata sublinhou que a norma não envergonha o PSD, que é uma norma "igual a todos os partidos portugueses – com exceção do Bloco de Esquerda -, e que existe pela Europa inteira".

Sarmento observou ainda que a norma tem um "sentido político, programático e indicativo" e que não é uma norma de aplicação de sanção".

"A sanção daquela norma é a sanção política de quem tiver aquele comportamento saberá a partir de agora que o está a ter contra a vontade que os miliantes do partido já expressaram e essa é toda a sanção que importa".

Lusa

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