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Foto © Samuel Mendonça

O deputado do PSD, Cristóvão Norte, exigiu ontem a intervenção do Governo para acabar com o “número excessivo de doentes” que aguardam em macas nos corredores das urgências dos hospitais de Faro e de Portimão, no Algarve.

“É hora do Governo começar a reconhecer e resolver problemas. Isso é importante para todos, e esperamos que o faça”, indicou em comunicado o deputado social-democrata, eleito pelo círculo eleitoral de Faro.

Segundo Cristóvão Norte, “nos últimos dias, têm-se avolumado doentes” nos serviços de observação e decisões de internamento nos hospitais de Faro e de Portimão, “sem que estejam disponíveis camas para acolher quem se encontra em condições muito vulneráveis e que carecem de tratamentos urgentes”.

Para o deputado social-democrata, “o regresso da malfadada prática de deixar doentes jazidos nos corredores da urgência, em macas, dias a fio, ofende a dignidade dos visados e põe em causa o acesso e a qualidade dos cuidados de saúde a que têm direito”.

“Tal resulta, perante surtos de gripe ou outros episódios conjunturais, da impreparação de contingência para responder a necessidades acrescidas”, sublinhou.

Cristóvão Norte acrescentou que a permanência de doentes em macas nos corredores das urgências dos hospitais algarvios, tem sido denunciada por médicos, enfermeiros e familiares de utentes, situação que reforça as denuncias anteriores sobre a “deterioração dos cuidados hospitalares na região, os quais registam os piores índices a nível nacional”.

Por seu turno, o conselho de administração do Centro Hospitalar do Algarve (CHA) esclareceu, em comunicado, que não existem doentes internados em macas nos corredores dos serviços de urgência.

“Os doentes que se encontram em maca nas urgências hospitalares de Faro e Portimão estão nas áreas de decisão clínica, sob supervisão médica e de enfermagem, a aguardar diagnóstico e encaminhamento clínico; alta ou internamento”, lê-se no comunicado enviado às redações.

A administração dos hospitais, reconheceu que, nos últimos dias, “registou-se um maior afluxo e sobrecarga dos serviços de urgência, em resultado do agravamento das condições climatéricas, cuja pressão sobre os serviços hospitalares ainda se faz sentir, sendo que um número muito reduzido de doentes com necessidade de internamento se encontra transitoriamente nos respetivos serviços de destino, a aguardar cama”.

O conselho de administração do CHA indicou ainda que “procedeu à ativação de 20 camas supletivas no internamento do hospital de Faro, para dar resposta, em cuidados de proximidade, ao previsível aumento da procura” nesta altura do ano.

“Complementarmente a estas medidas de contingência (?), o Centro Hospitalar do Algarve acautelou a contratualização da capacidade suplementar de internamento em mais 15 camas, para fazer fase a um eventual aumento da procura e garantir uma resposta de proximidade na região”, concluiu a administração do Centro Hospitalar do Algarve.

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