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O PSD quer ouvir no parlamento a ministra da Saúde, os órgãos que representam os médicos e o conselho de administração do Centro Hospitalar Universitário do Algarve sobre o que considera ser a degradação dos serviços clínicos do Algarve.

De acordo com um requerimento feito pela bancada parlamentar social-democrata, a que a Lusa teve acesso, o partido refere que “a deterioração da situação em que se encontra o Serviço Nacional de Saúde (SNS) na região do Algarve”, situação que é “absolutamente indesmentível”, justifica a “urgente tomada de medidas por parte” do executivo liderado pelo socialista António Costa.

Os deputados subscritores do requerimento consideram que “os recentes pedidos de demissão por parte de responsáveis” do Centro Hospitalar Universitário do Algarve (CHUA) e um abaixo assinado subscrito, a semana passada, por “dezenas de médicos” daquela unidade de saúde, demonstram “as carências que ali se verificam a todos os níveis”.

Por essa razão, o PSD propõe que a Comissão de Saúde da Assembleia da República ouça, “com a maior urgência possível”, a ministra da Saúde, Marta Temido, a Ordem dos Médicos, o Sindicato Independente dos Médicos, a Federação Nacional dos Médicos e o conselho de administração do CHUA sobre esta situação.

Os sociais-democratas salientam que a “falta de investimento público e o adiamento da construção de novos equipamentos hospitalares, os elevados tempos de espera dos doentes para consultas e cirurgias” e a “degradação das condições de funcionamento e de trabalho” que se verificam naquele centro hospitalar – que integra os hospitais de Faro, Portimão e Lagos – são “evidências do falhanço da governação do PS no setor da saúde nos últimos quatro anos”.

Em 13 de fevereiro, um dos elementos da Comissão de Utentes do SNS disse que “o Algarve continua a ser uma das regiões mais afetadas pelas políticas de degradação do SNS, onde o desinvestimento público, encerramento de serviços e racionamento de meios são marcas do ataque ao serviço”.

Para a Comissão de Utentes do Serviço Nacional de Saúde, a criação do Centro Hospitalar Universitário do Algarve “não veio em nada melhorar a situação dos hospitais algarvios”, tendo, até, agravado os problemas, argumentam.

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