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O presidente da Câmara de Faro, Macário Correia, admitiu na terça-feira a introdução de portagens na Via Infante (A22) face à situação financeira do país e às medidas acordadas com a "troika" estrangeira (Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia), apesar de frisar que continua contra a medida.

Num comunicado enviado ontem à comunicação social, os socialistas de Faro acusam Macário Correia e a maioria de direita na Câmara Municipal de Faro de fazer política “conforme dá mais jeito” e “sob a batuta das lideranças em Lisboa”.

“O PSD e o CDS em Lisboa impõem injustas medidas a Portugal e Macário Correia faz o mesmo em Faro”, lê-se na nota de imprensa.

No documento, com o título “As incoerências de Macário Correia”, a concelhia do PS/Faro lamenta ainda que na campanha política para as últimas autárquicas o presidente Macário Correia tenha dito que não haveria despedimentos no município de Faro e, entretanto, já saíram “160 trabalhadores”.

“Vai-se clarificando a verdadeira posição do engenheiro Macário Correia no que diz respeito a Faro e a quem trabalha, estuda e vive este concelho”, critica o PS/Faro.

O líder do PS Algarve e deputado socialista, Miguel Freitas, questionou, por seu turno, o ministro da Economia e Emprego sobre o calendário previsto para a introdução de portagens na Via Infante.

O líder do PS Algarve defende um regime de exceção para o Algarve enquanto não estiverem concluídas as obras na Estrada Nacional 125 (EN-125).

A data prevista para a conclusão dos trabalhos de requalificação na EN-125 foi outra questão apresentada ao Governo por Miguel Freitas, que reiterou a necessidade da aplicação de um regime de exceção para a região algarvia enquanto não existir uma verdadeira alternativa à Via Infante.

Lusa
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