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A medida, decidida no início do ano pela câmara e consumada no princípio do mês, alargou o estacionamento pago a zonas nobres da cidade muito dependentes do comércio e serviços, como o Largo do Carmo, onde comerciantes e trabalhadores organizaram manifestações de protesto.

“É um facto, a proposta surge não só nessa sequência, mas também, quando tomamos medidas de alargar a mancha de parquímetros com mais 954 lugares, devemos pensar e debruçar-nos sobre a oferta de algumas bolsas de estacionamento gratuito, como forma de dar resposta não só à parte comercial, como também às pessoas”, afirmou o vereador socialista João Marques.

A proposta prevê, segundo o vereador, a realização de um estudo que permita encontrar “algumas zonas em que os terrenos são públicos ou até mesmo privados, para possibilitar a existência de estacionamento gratuito”.

João Marques apontou como exemplos “dois terrenos municipais situados perto das instalações distritais da Segurança Social”, que já são utilizados para estacionamento, mas não estão ordenados e os pisos são de terra batida.

“Acredito que a maioria (PSD/CDS-PP/PPM/MPT) possa ser sensível a esta proposta, até pelo contexto que estamos a viver, porque esta decisão de aumentar a área de parquímetros tem suscitado contestação e tem tido reflexos não só no comércio, como na vida das próprias pessoas que têm que se deslocar para o trabalho, porque Faro é uma cidade de serviços”, disse.

O vereador socialista garantiu ainda não ter conhecimento de qualquer intenção do executivo liderado por Macário Correia de introduzir parquímetros no Largo de S. Francisco, medida que, a existir, mereceria a oposição do PS.

Liliana Lourencinho com Lusa

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