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A proposta de orçamento apresentada pelo executivo foi chumbada na passada quinta-feira pela terceira vez pelos vereadores do PS e da CDU que, em conjunto (4), ultrapassam o número de vereadores do PSD (3).

Desde novembro que a proposta é reprovada pela oposição que diz que só fará aprovar o documento quando forem realmente tidas em conta as suas sugestões – que visam reduzir a despesa -, e quando as receitas forem mais realistas.

“A presidente é a única responsável pela situação criada e se precisa de consenso tem que encontrar uma solução”, disse à Lusa o presidente da comissão política concelhia do PS de Silves, João Ferreira.

Isabel Soares afirma por seu turno que dificilmente conseguirá introduzir mais alterações para elaborar uma quarta versão do documento, a não ser que a oposição apresente alguma sugestão “aceitável”.

“Fizemos tudo o que nos pediram. Mais transparência do que esta não consigo”, resumiu à Lusa a líder da autarquia, que diz agora aguardar que os vereadores PS e CDU tomem a iniciativa para uma nova reunião do executivo.

O PS/Silves esteve na segunda-feira à noite reunido para analisar os problemas em torno da reprovação do orçamento e segundo João Ferreira os seus membros decidiram dar um “voto de apoio” aos vereadores socialistas da autarquia.

Devido a esta situação o presidente socialista da Junta de Freguesia de Alcantarilha, João Palma, teria alegadamente ameaçado demitir-se, mas fonte do partido disse à Lusa não ter recebido qualquer comunicação nesse sentido.

O coordenador autárquico da Federação do PS/Algarve, António Eusébio, afirmou que com esta tomada de posição os vereadores socialistas “pretendem defender os melhores interesses das gentes de Silves”.

Folha do Domingo/Lusa
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