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Depois de um início equilibrado, em que lutou ao longo da etapa inicial contra o espanhol Dani Sordo, Ogier viu a sua vantagem para Loeb ir-se desvanecendo ao longo das segunda e terceira etapas, mas os 44,8 segundos do final da etapa inicial foram suficientes para superar o hexacampeão mundial e líder do campeonato.

Ogier vingou assim a frustração de ter falhado o triunfo no Rali da Nova Zelândia já nas últimas curvas desta prova – o finlandês da Ford Jari-Matti Latvala foi o principal beneficiado – e foi um claro e justo vencedor do rali português, uma vitória abrilhantada com a réplica dada primeiro por Sordo e depois por Loeb.

Apesar do segundo posto, Loeb, que tentava uma terceira vitória em Portugal, não fez uma má operação, até porque ganhou terreno aos dois Ford que o perseguiam na classificação, alargando para 50 pontos a vantagem sobre o finlandês Mikko Hirvonen, que foi apenas quarto em Portugal e é terceiro da geral, e para 54 pontos sobre Latvala, agora quarto no campeonato.

Ogier, antigo campeão do Mundo de juniores, confirma-se como a grande sensação do presente mundial e é já segundo classificado do campeonato, a 38 pontos de Loeb, que caminha rumo ao sétimo título mundial consecutivo.

Enquanto a Citroen dominou claramente o rali português, colocando três carros no pódio, a Ford sai sem razões para festejar, tendo o seu primeiro piloto terminado apenas no quarto posto.

Opositor de Loeb nos dois últimos anos, Hirvonen não tem conseguido estar ao seu melhor nível na presente temporada e vê o seu grande rival cavar um fosso quase inultrapassável, além de ter sido ultrapassado por Ogier na geral, embora mantenha o terceiro posto.

No entanto, e se Hirvonen lá conseguiu ainda pontuar, a prestação de Latvala não deve ter agradado aos principais responsáveis da Ford.

Já com um abandono na última edição do rali português, onde protagonizou um acidente espetacular, Latvala chegou a Portugal motivado com o recente triunfo na Nova Zelândia, mas nem isso foi o suficiente para poder repetir a vitória.

Depois de uma primeira etapa em toada cautelosa, Latvala iniciou a segunda ao ataque, mas não durou muito a reação do nórdico, que saiu de estrada na segunda especial do dia e embateu de traseira contra uma árvore, abandonando o rali português pelo segundo ano consecutivo.

Enquanto os Ford desiludiram, outros pilotos conseguiram atingir os seus objetivos, caso do espanhol Dani Sordo, segundo piloto da equipa principal da Citroen e que conquistou o seu primeiro pódio da temporada, ao terminar na terceira posição.

Embora não pertença a qualquer equipa oficial, o norueguês Petter Solberg continua a ser muito rápido e conseguiu levar o seu Citroen C4 ao quinto posto, tendo falhado o quarto já na especial que encerrou o rali, quando embateu nas proteções. Solberg, que detinha 8,4 segundos sobre Hirvonen, perdeu algum tempo para retomar a especial, terminando a apenas 3,7 segundos do finlandês.

Sem a pressão dos pontos para o campeonato do Mundo do agrupamento de produção, Armindo Araújo concentrou-se no objetivo de ser o melhor português, que conseguiu com relativa facilidade, enquanto o outro desejo, o de ser o melhor dos pilotos que participam no mundial da produção, “caiu-lhe” no colo na antepenúltima classificativa, quando o estónio Ott Tanak abandonou.

Desde muito cedo que Bernardo Sousa (Ford) viu que seria muito difícil lutar com Armindo Araújo, pelo que o piloto madeirense optou por defender os pontos para o campeonato nacional de ralis, que lidera destacado.

O campeonato estará agora parado um pouco mais de um mês, retomando com o Rali da Bulgária, que está agendado para se disputar entre 9 e 11 de julho próximo.

Lusa

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