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“Lamento a notícia. Não é uma notícia agradável, nem positiva para os defensores da regionalização, trata-se de uma confissão de impotência e incapacidade para concretizar uma promessa eleitoral que era uma das bandeiras eleitorais do Partido Socialista”, declarou à Lusa Mendes Bota.

A moção de estratégia que o secretário-geral do PS, José Sócrates, vai levar ao congresso em abril adia a regionalização, uma das principais ‘bandeiras’ do partido nos últimos anos, por considerar que não estão reunidas condições para a realização de um referendo nesta legislatura.

O líder do movimento “Regiões, Sim!” defende mesmo assim a criação de uma comissão na Assembleia da República que possa fazer um trabalho, dado que se justifica sempre, “qualquer que seja o calendário da regionalização”.

Mendes Bota defende um “segundo livro branco” com base em mais reflexão e um novo estudo com pelo menos cinco pontos fulcrais do processo de regionalização, ouvindo “especialistas nacionais e internacionais”.

“Esse trabalho de estudo e até da preparação de uma eventual plataforma que possa viabilizar no futuro a regionalização, não vemos que tenha de cair por terra pelo facto de não se realizar nesta legislatura a efetivação do referendo”, acrescentou.

Na moção de José Sócrates, conhecida no sábado, lê-se ainda: o “facto é que, neste momento, as circunstâncias económicas e políticas – em boa parte dada a recusa do PSD em avançar efetivamente para a regionalização – não favorecem, de todo, este movimento. Ignorá-lo seria um sinal de falta de lucidez, que poderia conduzir à definitiva derrota da ideia da regionalização”.

Folha do Domingo/Lusa
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