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"Em momentos de crise aparecem sempre as soluções mais inventivas e criativas do ponto de vista pejorativo que não foram pensadas, não são pensadas e não têm sustentabilidade", afirmou João Guerreiro aos jornalistas à margem de uma conferência de imprensa a que também assistiram cerca de 400 pessoas, entre alunos e professores.

Questionado pela Lusa sobre se excluía a hipótese de fusão entre as universidades do Algarve e de Évora para fazer face às restrições orçamentais propostas pelo Governo, João Guerreiro frisou que os reitores portugueses "não colocam de lado nenhuma das hipóteses em cima da mesa".

Contudo, durante a conferência de imprensa afirmou não haver na Europa casos de fusões de universidades que não se localizam na mesma cidade, referindo que não se sabe se esse processo dá efetivamente origem a ganhos financeiros.

Em causa está a proposta de um corte na transferência de verbas para aquela universidade que ronda os 12,5 por cento, o que representa um corte de quatro milhões de euros num orçamento para 2013 estimado em 40 milhões de euros.

A avançar, os cortes vão colocar a universidade numa situação de incumprimento, reiterou João Guerreiro, sublinhando que a instituição não conseguirá pagar salários e serviços contratados no exterior, ou mesmo fornecer apoio social aos estudantes.

"Os cortes são incomportáveis para o conjunto das universidades portuguesas, mas com particular incidência na Universidade do Algarve. É uma universidade pequena e frágil, do ponto de vista orçamental", referiu.

A Universidade do Algarve foi fundada em 1979, tem cerca de 10 mil alunos, 830 professores e investigadores e 450 trabalhadores não docentes.

O reitor da Universidade do Algarve foi um dos muitos que hoje leram, em simultâneo, uma declaração conjunta na qual lembram o trabalho desenvolvido pelas Universidades por Portugal e quanto o aís pode perder com o corte anunciado para o Ensino Superior.

Lusa
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