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Nunca, como actualmente, entre nós, proliferaram tantas religiões ou melhor pseudo-religiões, infestando, passe a expressão, a nossa sociedade com as mais variadas promessas de êxito em todos os aspectos da nossas vida e prometendo a resolução para todos os problemas que nos afligem e que nos fazem sofrer. E, infelizmente, até há muitos cristãos sem vivência profunda da sua fé, deixam-se ir no engodo, apanhados pela propaganda bem montada e pelos frenéticos arrazoados das reuniões e assembleias que decorrem sempre em clima de grande exaltação e autêntico histerismo.

Com a técnica e métodos experimentados, os mentores das reuniões e assembleias sabem orientar tudo e todos para os fins bem determinados que, no fim de contas, desembocam sempre na recolha do célebre dízimo no engrossar cada vez mais as contas bancárias dos responsáveis mais graduados de cada seita e que todos são obrigados a pagar…

É de ferir também que, numa espécie de reunião de movimentos, seitas e espiritualidade aparecem a «Nova Era» (New Age), que se opõe e reage contra as Religiões tradicionais, principalmente contra o Cristianismo acusando-as de terem destruído as Religiões mais naturais, ligadas à terra.

A Nova Era apresenta-se como um sincretismo religioso que recolhe elementos de várias religiões e espiritualidades, como o Cristianismo, o Budismo, Hinduísmo, numa mistura de gurus, mantras, ioga e o próprio Jesus Cristo, para longe, pois, as Igrejas instituídas e a recusa de um Deus pessoal…

O recurso ao uso de técnicas exóticas e supersticiosas, enfim, uma mistura de diversas de crenças e de ritos ao sabor daquele que os propõe.

De facto, assistimos, hoje, a uma procura quase irracional de tudo o que é exotérico recorrendo às mais diversas formas de adivinhação, evocações dos mortos, interpretação dos presságios e das sortes, enfim, um nunca acabar de recurso às pseudo-ciências que não passam de autênticas superstições conducentes ao agnosticismo, ao ateísmo e à irreligião…

A respeito de tudo isto a posição da Igreja Católica é bem clara, como está expresso no n.º 2116 do seu Catecismo: «todas as formas de adivinhação devem ser rejeitadas, como recurso a Satanás ou outros demónios, evocação dos mortos ou outras práticas supostamente reveladoras do futuro. Consultar os horóscopos, recorrer à astrologia, à quiromancia, aos fenómenos de vidência e aos médiuns, tudo isso é capa duma vontade oculta de dominar o tempo, a história, os homens, ao mesmo tempo que é desejo de conluio com os poderes ocultos…» Posto isto, é bem evidente que os verdadeiros cristão não podem nem devem aderir, participar ou recorrer a qualquer dos referidos ritos e processos que vão, como sabemos, contra o Primeiro Mandamento.

Daí ao viso importante: Nos tempos que correm toda a cautela é pouca.

Joaquim Mendes Marques

O autor deste artigo não o escreveu ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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