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O piloto, que conseguiu o melhor resultado de sempre para um português, confessou a ambição de ser piloto principal, depois de ter sido "aguadeiro" de Cyril Despres, seu companheiro de equipa na KTM e vencedor do Dakar, afirmando que tem o sonho de liderar uma equipa em futuras competições, ainda que elogiando e agradecendo ao colega francês.

"Quero mais, claro. O sonho de qualquer piloto é correr para ele próprio, mas não me foi possível até à data. Tenho contrato com a KTM até final deste ano, mas não tenho ainda contrato para o próximo Dakar", revelou.

Apesar de ter andado no primeiro lugar, Rúben Faria garante que nunca lhe passou pela cabeça vencer a prova, já que sabia desde o início que o seu objetivo passava unicamente por ajudar Cyril Despres.

"Não houve sensação. Estou a trabalhar para o Cyril e sabia que o primeiro lugar não faria sentido nenhum. Foi um ano inteiro a trabalhar para um objetivo, que foi cumprido. O segundo lugar foi uma prenda", referiu.

De resto, Rúben Faria agradeceu ao companheiro de equipa por tudo o que fez por si, em particular numa fase complicada da sua carreira.

"Queria agradecer ao Cyril Despres, que foi a pessoa que me telefonou entre 2009 e 2010 para saber se queria ir ao Dakar como `aguadeiro´. A minha carreira, possivelmente, teria acabado naquele ano, já que não tinha patrocinadores para continuar. Ele deu-me a mão", lembrou.

Quanto ao futuro, o "motard" algarvio ainda não tem quaisquer projetos e, até à próxima semana, não vai querer "saber de motas, nem de telefonemas".

"Agora é esperar. Vai ser uma semana com a minha família, sem querer saber de motas nem de telefonemas. Começo a trabalhar na próxima semana e depois saberei qual será o futuro", adiantou.

Por outro lado, Rúben Faria revelou alguma mágoa por não ter qualquer patrocínio português, algo que afeta muitos desportistas lusos.

"É um bocado frustrante, para todos nós desportistas, muitos dos quais meus amigos, e todos se queixam do mesmo. Felizmente, neste momento, estou numa equipa estrangeira, não me posso queixar muito, mas gostava de ter um patrocinador português", lamentou.

Redação com Lusa

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