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Rui Rio quer fazer regressar Festa do Pontal do PSD às origens dos anos 70

O presidente do PSD quer fazer regressar a tradicional festa algarvia do partido ao “espírito genuíno dos anos 70”, quando o Pontal nasceu como um piquenique, juntando-lhe atividades lúdicas como passeios de bicicleta ou o jogo da malha.

A festa acontecerá a 01 de setembro, no Barrocal, uma zona próxima de Loulé situada entre a serra e o litoral algarvios, quando nos últimos anos se realizava a meio de agosto no calçadão de Quarteira e concentrava militantes do Algarve e de outros pontos do país, de férias na região, ou que iam expressamente para a Festa do Pontal.

“O Pontal nasceu de uma forma genuína: começou por ser um piquenique de militantes do PSD no verão e depois cresceu, porque está lá muita gente que não é do Algarve de férias, e cresceu bem. Mas, a partir de uma dada altura, desvirtuou-se”, afirmou Rui Rio, em declarações à agência Lusa.

O presidente do PSD salientou que esta festa se transformou “primeiro num comício, depois num jantar, para onde o partido carreava camionetas de militantes para compor a moldura humana e aparecer na televisão com uma imagem de força”.

“Eu acho que isso não faz sentido nenhum, não só porque é dispendioso, como dá uma imagem que depois não corresponde à realidade”, disse, justificando a mudança.

“Vamos fazer uma festa do Algarve no verão, mas de uma forma mais genuína, mais à semelhança do que nasceu nos anos 70”, salientou, considerando que a genuinidade é uma característica que “falta na política”.

Essa festa, segundo o partido, consistirá “num convívio ao ar livre com atividades lúdico-desportivas, que incluirão o jogo da malha, jogos de futebol, passeios de bicicleta”, com o momento de intervenção política do presidente do partido reservado para o final do dia.

Segundo Rio, este modelo será semelhante ao que foi seguido em 96, quando era secretário-geral do PSD e Marcelo Rebelo de Sousa presidente, em contraponto ao que aconteceu em 1995, quando, na opinião do atual líder do PSD, esta festa algarvia atingiu “o auge” pela negativa.

Nesse ano, em plena pré-campanha para as legislativas, o PS de António Guterres marcou um comício para a mesma hora do do PSD – já sob a liderança de Fernando Nogueira – e a poucas centenas de metros de distância, no que foi considerado uma espécie de ‘derby’ Pontal-Pontinha.

“Não vamos deixar de fazer uma festa com os militantes do Algarve e com quem está de férias na região nessa altura”, assegura Rio, salientando que todas as distritais que quiserem podem levar militantes para o evento, onde a direção nacional marcará presença.

No entanto, a organização do evento caberá ao PSD-Algarve e a sede nacional só dará “apoio logístico e financeiro” dentro das disponibilidades do partido.

Depois da festa no Algarve, o presidente do PSD participará, como habitualmente, na Universidade de Verão do partido, que se realiza entre 03 e 09 de setembro na vila alentejana de Castelo Vide.

Considerando esta atividade de formação de jovens como “um ícone bom do PSD”, Rio discorda, contudo, da classificação de ‘rentrée’ atribuída à iniciativa.

“Nem é de reentrada, nem de saída (…) Estamos sempre online, apenas paramos um bocadinho para férias”, afirmou.

Foi com o anterior líder do PSD, Pedro Passos Coelho, que a Festa do Pontal retomou a tradição de contar com a presença do presidente do partido, depois de a sua antecessora Manuela Ferreira Leite não ter estado nas duas edições que se realizaram no seu mandato.

Esta festa começou com a presença do fundador do partido Francisco Sá Carneiro, em 29 de agosto de 1976, num pinhal na zona do Pontal, próxima do aeroporto de Faro e que deu nome ao encontro, e ao longo dos anos já se realizou em diversos locais no Algarve, e contou com líderes como Francisco Pinto Balsemão, Cavaco Silva, Fernando Nogueira, Marcelo Rebelo de Sousa, Luís Filipe Menezes e Marques Mendes.

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