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Sete anos depois, a Groundforce voltou a assegurar assistência no aeroporto de Faro

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

A Groundforce Portugal retomou no domingo a assistência a passageiros, operação de aeronaves em pista e o tratamento de bagagens no aeroporto de Faro, suspensa desde 2011.

A empresa referiu que a operação ‘full handling’, que inclui a assistência a passageiros, operação de aeronaves em pista e o tratamento de bagagens, representa um investimento “superior a 2,5 milhões de euros”.

“Este regresso acontece depois de a Groundforce Portugal ter suspendido a sua operação em Faro em 2011 para reduzir prejuízos. Passados sete anos, após um profundo processo de reestruturação e com a colaboração de todos os trabalhadores, a Groundforce Portugal voltou aos resultados operacionais positivos, o que permite regressar com confiança e robustez financeira à Escala de Faro”, afirmou a empresa.

Para assegurar a operação, adianta a Groundforce, foram criados 98 postos de trabalho e, a médio prazo, a empresa prevê a contratação de mais 42 colaboradores, num total de 140 postos de trabalho. Mas a longo prazo a empresa de ‘handling’ estima ultrapassar os 336 trabalhadores que tinha em 2011. “Chegaremos a esses números e ultrapassaremos. O próprio Aeroporto de Faro também tem mais movimentos hoje em dia”, disse o presidente executivo da empresa, Paulo Neto Leite, que observa “uma capacidade de crescimento bastante grande” na infraestrutura. “Podermos dizer que no primeiro dia começamos uma operação já com 125 pessoas, eu não vejo isso como fator negativo, vejo como uma grande vitória”, disse responsável, à margem da cerimónia de inauguração da operação, cujo investimento foi superior a 2,5 milhões de euros.

Sobre o processo de suspensão da operação no Aeroporto de Faro em 2011, Paulo Neto Leite frisou que “o passado é passado, não se consegue mudar”, assegurando que “algumas das pessoas” despedidas estão agora de volta.

Sete anos depois, a empresa, que “fechou o melhor ano de sempre em termos financeiros”, tem uma estrutura ” muito mais sólida e muito mais bem preparada para enfrentar os desafios do setor”, observou o presidente executivo da Groundforce.

“Se compararmos o número de passageiros do Aeroporto de Faro hoje com o número de passageiros de há sete anos, mostra que hoje há muito mais condições para criarmos uma operação mais sustentada”, garantiu.

Em Faro, a Groundforce vai assistir, entre outras companhias, TAP, British Airways, Iberia, BA City Flyer, Vueling, Aer Lingus, Small Planet e Aigle Azur.

A empresa alarga assim a sua presença a cinco aeroportos: Lisboa, Porto, Funchal, Porto Santo e Faro.

“Esta é uma operação que se enquadra na nossa estratégia de crescimento e sustentabilidade. O Aeroporto de Faro tem assistido a um incremento de turismo, com um aumento exponencial de passageiros, e que tem contribuído, em grande medida, para o desenvolvimento do sul do país”, afirmou Paulo Neto Leite, acrescentando ser “uma operação para alargar, num negócio em que a escala ajuda”. “Claro que vamos retirar clientes a outras empresas, mas esta era uma situação quase escandalosamente única: tínhamos um aeroporto com um único fornecedor de ‘handling’. Nem sequer é uma prática concorrencial saudável”, sustentou Paulo Neto Leite.

com Lusa

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