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© Samuel Mendonça

Um simulacro de incêndio no Centro Comunitário de Paderne testou, ontem de manhã, os procedimentos de emergência a ter pelos funcionários e utentes daquela instituição do Centro Paroquial de Paderne no caso de uma ocorrência daquela natureza.

As funcionárias da cozinha detetaram um foco de incêndio naquela área que tentaram debelar, sem sucesso, pelos meios de primeira intervenção. Pelas 10.36h, o alarme do centro comunitário disparava, indicando a existência do fogo, dando-se início à saída de utentes e funcionários para o exterior.

Simultaneamente foi dada informação ao Comando Distrital de Operações e Socorro (CDOS) de Faro, através do número de telefone 112, à GNR de Paderne e aos Bombeiros Voluntários de Albufeira que chegam ao local da ocorrência, após os elementos da GNR, com dois veículos, um deles de combate ao incêndio, sete minutos depois do contacto.

O incêndio seria extinto pelos bombeiros poucos minutos depois sem que houvesse vítimas a registar.

Como explicou David Martins, diretor de serviços do Centro Comunitário de Paderne, na reunião de análise e avaliação do exercício, este surgiu na sequência de uma formação de segurança contra incêndios realizada pela instituição ao longo dos últimos seis meses.

O padre Joel Teixeira, pároco da paróquia de Paderne e presidente do centro paroquial, destacou que “a segurança é algo essencial na sociedade e nestas casas em particular”. “É fundamental que estejamos todos em comunhão para podermos agir e trabalhar melhor. É uma responsabilidade acrescida que assumimos, a de querer melhorar e, por isso, iremos dar continuidade a este trabalho porque esta casa existe por causa dos utentes: os idosos e as crianças. Se eles não estiverem em segurança, esta casa não faz sentido”, evidenciou.

O comandante dos Bombeiros Voluntários de Albufeira regozijou-se com a iniciativa e elogiou a “organização e reação de toda a estrutura humana” do centro comunitário, sobretudo na desocupação do edifício que classificou como um “exemplo”. “Conclui-se que as coisas estão organizadas e que, efetivamente, os tempos de reação foram bons e as equipas atuaram em profundidade”, afirmou António Coelho, considerando que o exercício decorreu de “forma muito positiva”, apesar de o CDOS ter rejeitado a primeira chamada de emergência.

O simulacro foi ainda acompanhado pelo sargento Pedro Mouralinho que coordenou a ação dos elementos da GNR, pelo comandante operacional municipal de Albufeira, António Gonçalves, e por dois elementos do Serviço Municipal de Protecção Civil de Albufeira.

O comandante António Gonçalves destacou a criação de “fluxogramas e procedimentos de emergência” a partir do organograma da instituição, considerando que “toda a organização contribuiu para a eficácia do desenrolar das operações”.

O comandante-adjunto dos Bombeiros Voluntários de Albufeira, Francisco Abreu, também valorizou a coordenação na rápida saída dos utentes do edifício, salientando o pormenor da marcação das salas desocupadas.

O exercício, que gerou alguma curiosidade nos habitantes da vila, foi ainda acompanhado pela vereadora da Câmara de Albufeira, Ana Vidigal, e pelo presidente da Junta de Freguesia de Paderne, Miguel Coelho.

No total estiveram envolvidos na operação nove bombeiros e cinco militares da GNR, para além dos elementos já referidos. Participaram ainda 42 idosos dos 49 que a instituição acolhe, bem como 36 do total de 45 crianças e 24 dos 40 funcionários.

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