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Sindicato diz que no Algarve a adesão à greve nas escolas “é das maiores dos últimos tempos”

Foto © Miguel A. Lopes/Lusa

A adesão dos funcionários das escolas na região do Algarve à greve de hoje é “das maiores dos últimos tempos”, com o concelho de Albufeira a ser um dos mais afetados, disse à Lusa fonte sindical.

Segundo Rosa Franco, do Sindicato da Função Pública do Sul, em Albufeira “todas as escolas e jardins de infância encerraram”, com uma adesão à greve de 100%, mas nos restantes concelhos do Algarve os níveis de adesão também foram elevados, entre os 80% e os 90%.

“Há casos de escolas que funcionaram de manhã, mas que vão ter que encerrar no período da tarde, devido à falta de funcionários nos refeitórios e também para garantir a segurança dos alunos”, frisou a dirigente sindical.

A greve dos funcionários das escolas obrigou hoje ao encerramento de metade dos estabelecimentos de ensino básico do concelho de Faro, afetando também o funcionamento de dezenas de escolas em Loulé, Silves, Portimão e Vila Real de Santo António.

Em Faro, encerraram 11 das 23 escolas básicas do concelho, segundo informação recolhida pela Lusa junto de fonte da autarquia, mas as três escolas de ensino secundário existentes estão a funcionar a 100%.

Em Portimão, centenas de alunos ficaram hoje sem aulas devido ao encerramento de 19 das 30 escolas e jardins-de-infância e, no concelho vizinho de Silves, estão fechados 17 dos 24 estabelecimentos escolares dos ensinos básico, secundário e jardins-de-infância.

As duas escolas secundárias existentes em Portimão não abriram portas, o mesmo sucedendo a cinco das sete escolas dos 2.º e 3.º ciclos, seis das nove do 1.º ciclo e seis dos 13 jardins de infância do concelho.

Em Faro, o agrupamento mais afetado foi o de Montenegro, composto por quatro escolas, todas encerradas, e o Agrupamento de Escolas Afonso III, em que, das três escolas, uma encerrou e outra vai ter que encerrar no período da tarde.

Em Loulé, das 40 escolas do concelho fecharam 22, com oito dos estabelecimentos que abriram portas a funcionarem apenas parcialmente, disse à Lusa fonte da autarquia.

Das duas escolas secundárias existentes no concelho de Loulé, uma está a funcionar em pleno.

Em Vila Real de Santo António, no extremo sudeste do Algarve, a greve de pessoal não docente também se fez sentir, com quase todas as escolas sem aulas por falta de condições para receber os alunos.

“Segundo informação dos agrupamentos, as escolas do concelho estão abertas, mas não existem condições para receber alunos, com exceção de uma sala do ensino pré-escolar, que está a funcionar com as crianças”, disse uma fonte da autarquia à Lusa.

Apesar de os professores poderem estar nos edifícios, à porta da escola do 2.º ciclo D. José I, que é sede do agrupamento homónimo, assim como da Escola do 1.º ciclo Professor Caldeira Alexandre, eram visíveis papéis com a inscrição “fechada por greve do pessoal não docente”, como constatou a Lusa no local.

Já na escola secundária de Vila Real de Santo António, a situação era ligeiramente diferente, porque as portas se mantiveram abertas, embora uma fonte do corpo docente tenha dito que não há aulas.

Os funcionários das escolas fazem hoje greve para exigir, entre outros aspetos, a negociação da criação de uma carreira especial, mas também mais recursos humanos nas escolas, com os sindicatos a estimarem uma carência de, no mínimo, 2.000 auxiliares.

Na quinta-feira, na conferência de imprensa do Conselho de Ministros, depois de questionado pelos jornalistas, o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, admitiu ser preciso reforçar ainda mais o pessoal não docente nas escolas.

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