O bispo do Algarve disse ter recebido o documento orientador do Papa Leão XIV com as etapas, os critérios e a metodologia para a preparação da inédita Assembleia Eclesial de outubro de 2028.

“É um programa para todas as dioceses que nos põe a caminhar sinodalmente”, afirmou D. Manuel Quintas na Eucaristia da solenidade do Pentecostes a que presidiu no domingo ao fim da tarde na Sé de Faro, assinalando também o Dia da Igreja Diocesana.

O texto, divulgado também online, especifica o calendário e os critérios com os quais as estruturas eclesiais são chamadas a partilhar os frutos nascidos do documento final do Sínodo 2021-2024. O documento esclarece que não se trata de “repetir a consulta do Sínodo”, nem de acrescentar tarefas adicionais à vida das comunidades, mas de “reler o que já foi vivido, reconhecer os frutos e as dificuldades, e disponibilizar a experiência amadurecida numa lógica de troca de dons entre as Igrejas”. A fase de aplicação das indicações do Sínodo sobre a sinodalidade (2021-2024) decorre em várias fases, que culminam na realização de uma inédita Assembleia Eclesial, marcada para 2028.

D. Manuel Quintas explicou que a Igreja pretende ver “todos envolvidos, sem ninguém ficar de fora”. “O Papa traça nesse documento as etapas que vamos percorrer como Igreja diocesana até outubro de 2028”, disse, explicando tratar-se de “uma avaliação por continentes” com “etapas, critérios, instrumentos para a preparação” para “chegar a uma síntese, uma conclusão deste caminho”. Nesse sentido, disse que a primeira – “Fazer memória” – será vivida no primeiro semestre de 2027; a segunda – “interpretar” -, no segundo semestre de 2027; a terceira – “orientar” -, no primeiro quadrimestre de 2028; e a quarta – “celebrar” -, na assembleia universal de outubro de 2028.

O bispo do Algarve explicou que a “maioria” dos membros dessa assembleia “serão leigos”. “O Papa Leão XIV, no seguimento do Papa Francisco, quer que todos demos o nosso contributo para definir o rosto da Igreja que queremos construir, a que queremos pertencer”, explicou, interrogando: “Qual o rosto concreto de uma Igreja sinodal missionária? Como é que deve ser esta Igreja que constituímos para ser sinodal (com o envolvimento de todos) e ao mesmo tempo missionária (que realiza a missão que Jesus lhe confiou)? E que novos caminhos de sinodalidade estão a surgir como fruto do percurso realizado após a conclusão do sínodo 2021-2024?”.

“Portanto, temos já aqui um programa e é muito bom celebrarmos o Pentecostes com esta orientação, com esta direção, sobretudo sabendo que só será fecundo se estivermos em comunhão todos”, sustentou, apelando ao crescimento “na unidade e na comunhão”.

com Agência Ecclesia