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Foto © Samuel Mendonça
Foto © Samuel Mendonça

Os deputados socialistas eleitos pelo círculo de Faro pediram ao presidente da Infraestruturas de Portugal uma redução de pelo menos 30% nas portagens da Via do Infante (A22), como anunciado para o túnel do Marão.

Numa carta enviada hoje a António Ramalho, assinada pelo cabeça de lista do PS por Faro, José Apolinário, e à qual a Lusa teve acesso, os parlamentares recordaram que assumiram um compromisso de reduzir as portagens em 50%, mas consideram que os 30% são aquele valor que, para já, evita que o Algarve tenha um tratamento desigual pela Infraestruturas de Portugal.

“Porque certamente, em matéria de portagens, não teremos dois pesos e duas medidas, é bem caso para dizer que o princípio de aceitação de reduções válido no Marão certamente será também válido para cá do Caldeirão”, defende José Apolinário na carta, numa referência à serra entre o Algarve e o resto do país.

Os parlamentares socialistas eleitos por Faro consideraram ainda que, “sem abandonar a posição dos 50%”, não podem deixar de “exigir que, no imediato, o princípio de redução aplicado no túnel do Marão seja extensível à Via do Infante”, a antiga Autoestrada Sem Custos para o Utilizador (SCUT) do Algarve.

Os socialistas sustentam que têm estudos a demonstrar que a medida não traria prejuízos, porque ao reduzir o preço haveria mais automobilistas a circular na Autoestrada 22 (A22), e lembram a “elevada sinistralidade na Estrada Nacional 125”, o atraso na requalificação dessa estrada e o facto de “uma parte substancial” da própria Via do Infante ter sido paga por fundos comunitários.

A reivindicação dos deputados eleitos pelo PS surge depois de, na passada semana, o presidente da Infraestruturas de Portugal ter anunciado uma redução de 30% sobre o valor de 2,85 euros inicialmente previsto para ser cobrado quando o túnel do Marão estivesse concluído.

António Ramalho fez este anúncio no dia em que foi feita a detonação para ligar as duas extremidades do túnel, que deverá estar a funcionar em 2016, após atrasos na obra lançada ainda no Governo socialista liderado por José Sócrates.

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