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Em assembleia geral extraordinária realizada na sede do clube, que contou com a participação de cerca de 200 associados, a criação da SC Farense – Algarve Futebol, SAD foi aprovada por maioria, registando-se 18 votos contra e 27 abstenções.

"É um passo importante para resolver os problemas financeiros do clube e podermos inscrever-nos na Liga. Quero agradecer aos sócios, que participaram em grande número, pela confiança dada", comentou o presidente do Farense, António Barão.

A nova SAD do Farense terá um capital inicial de 500 mil euros, 30% dos quais serão colocados pelo clube, em espécie, enquanto o restante será dividido, de forma praticamente igual, por três investidores, Aníbal Guerreiro, Luís Sousa e João Rodrigues.

"São três pessoas de Faro. Não estamos a falar de investidores que apareceram, como se diz, de paraquedas. São farenses, têm ajudado o clube sem pedir nada em troca e vão continuar a ajudar porque querem ver o clube na I Liga, como todos desejamos", salientou o dirigente.

A aprovação de um novo modelo de gestão dos clubes era um passo necessário, de acordo com o novo regime jurídico das sociedades desportivas, para os clubes que pretendam participar nos campeonatos profissionais de futebol.

Esta é a segunda SAD criada pelo clube de Faro, que no final da década de 90 tinha constituído a Farense Futebol SAD, que regulou o futebol profissional dos algarvios até 2006 e está atualmente em situação de insolvência, mas não extinta.

António Barão confirmou que a nova sociedade anónima desportiva pode ser criada e existir a par da insolvente, mas não quis especificar mais pormenores sobre este processo.

O Farense venceu a zona Sul da II Divisão e confirmou o regresso à II Liga após dez anos de ausência.

Lusa

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