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A sessão contou com a presença de cerca de duas centenas de associados do clube algarvio, 14.º classificado na última edição da I Liga de futebol, tendo a principal proposta da ordem de trabalhos sido aprovada por maioria.

A criação de uma SAD ou de uma sociedade unipessoal por quotas – a direção do emblema de Olhão optou pelo primeiro modelo – era uma imposição legal para todos os emblemas que queiram competir nos escalões profissionais, face ao novo regime jurídico.

O presidente do Olhanense, Isidoro Sousa, ficou satisfeito com o "apoio inequívoco" dos sócios e anunciou "negociações muito avançadas" com um grupo de capitais ingleses, representado por empresários italianos, apesar de existirem outros interessados.

"Os investidores da SAD ficarão definidos nas próximas horas. Existem negociações muito avançadas nesse sentido e, depois da aprovação, já teremos mais conforto para fechar este dossiê entre hoje [domingo] e amanhã [segunda-feira]", disse o dirigente.

Investidores brasileiros com capital europeu e investidores brasileiros serão as outras opções da direção liderada por Isidoro Sousa para apostar na futura SAD, que deverá ter um capital social inicial na ordem de 1,5 milhões de euros.

Os sócios autorizaram ainda uma hipoteca sobre o Estádio José Arcanjo, a favor da Fazenda Nacional, para garantia de processos de execução fiscal que se encontram a pagamento em prestações, até ao montante de 369.534,59 euros.

"Foi, neste momento, a solução mais cómoda e adequada para cumprirmos os requisitos necessários para inscrever a equipa", justificou Isidoro Sousa em relação a um processo que permitirá obter as certidões das Finanças e Segurança Social.

Lusa

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