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De acordo com Paulo Assis, o jogador comunicou ao Olhanense a rescisão do contrato por justa causa “para não passar mais privações” e para “tentar dar um novo rumo à sua vida”.

Na carta de rescisão enviada por Tiago Targino ao Olhanense, o futebolista refere que ainda não foram pagos os salários relativos aos meses de janeiro (metade), fevereiro, março, abril e maio, o último dos quais venceu a 05 de junho.

Paulo Assis referiu ainda que Tiago Targino só avançou agora para a rescisão do contrato porque lhe foram feitas sucessivas promessas por parte da direção do Olhanense de que a situação seria regularizada.

“Tal situação impossibilita-me de cumprir os encargos assumidos. Encontro-me, assim, numa situação insustentável, tanto a nível financeiro como a nível profissional”, refere o jogador na carta enviada ao Olhanense.

Tiago Targino refere ainda desconhecer as razões que levaram o Olhanense a proceder desta forma (não cumprir com as obrigações salariais) e considera que a posição assumida “traduz um comportamento intencional, deliberado e com aparente má-fé”.

O jogador alerta ainda para o facto de, não tendo qualquer outro rendimento para além do fruto do seu trabalho, encontrar-se em dificuldade para fazer face aos encargos mensais.

Targino entende que “foi rompido o pressuposto fiduciário da relação contratual”, dado se estar perante “uma falta culposa de pagamento da retribuição”, e avança para “a rescisão unilateral com justa causa, com efeitos imediatos e com todas as demais consequências legais dai decorrentes”.

Caso o Olhanense não efetue, no prazo de cinco dias, o pagamento das quantias em dívida, acrescidas das respetivas penalizações, Tiago Targino refere que irá “recorrer aos meios desportivos e judiciais competentes”.

Lusa

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