Breves
Inicio | Sociedade | Trabalhadora do Clube Praia da Rocha acorrentou-se para exigir salários em atraso

Trabalhadora do Clube Praia da Rocha acorrentou-se para exigir salários em atraso

Clube_praia_rochaUma trabalhadora do Clube Praia da Rocha, em Portimão, acorrentou-se na sexta-feira a umas escadas da empresa para exigir o pagamento de salários em atraso, durante uma concentração de funcionários, disse fonte sindical à agência Lusa.

Tiago Jacinto, coordenador do Sindicato dos Trabalhadores da Hotelaria no Algarve, disse à Lusa que os trabalhadores terminaram contratos em outubro e não receberam parte dos meses de agosto, setembro e outubro, assim como subsídios de férias, de Natal e outras compensações, e estão a ficar desesperados”, pelo que “hoje [sexta-feira] decidiram concentrar-se e exigir uma resposta da administração da empresa”.

“Já pedimos para falar três vezes com o senhor Paulo Martins, administrador da empresa, mas não obtivemos ainda qualquer resposta. Hoje [sexta-feira], os trabalhadores concentraram-se na receção, disseram que não saíam enquanto não falassem com a administração e a empresa chamou a PSP ao local, que nos convidou a sair. Nessa altura, uma funcionária prendeu-se, com correntes, a umas escadas no interior do edifício”, contou Tiago Jacinto.

A mesma fonte assegurou que os manifestantes vão manter-se no local até obterem uma resposta e até que a colega que está acorrentada às escadas decida sair.

Fonte do Comando Distrital de Faro da PSP disse à Lusa que em causa estão “trabalhadores de uma empresa que não pagou os salários” e que “se concentraram à porta para exigir o pagamento”, tendo depois uma delas decidido prender-se às escadas.

A mesma fonte disse que se encontram elementos da PSP no local, mas sublinhou que a situação envolve “pessoas de bem, trabalhadores, que exigem apenas receber os seus salários” e que a força de segurança aguarda uma resolução do problema.

Já a 03 de março, uma dezena de trabalhadores tinha-se concentrado frente ao Clube Praia da Rocha para exigir o pagamento de dois meses e meio de salários em atraso, parte dos subsídios de férias e de Natal do ano passado.

Tiago Jacinto precisou na ocasião que estavam afetadas “cerca de 30 pessoas que prestaram serviço à empresa gestora de vários apartamentos turísticos e que terminaram os seus contratos em outubro de 2014”.

Por seu turno, Paulo Martins, administrador da empresa ‘Green Stairs’, que faz a gestão do Clube Praia da Rocha, confirmou nesse dia à agência Lusa a existência “de funcionários com pagamentos em atraso”, mas assegurou que “a situação está a ser tratada”

A Lusa está a tentar obter uma reação de Paulo Martins ao protesto de sexta-feira, mas até ao momento ainda não foi possível chegar ao contacto como o administrador da empresa.

Verifique também

Paróquia e a freguesia de Sagres celebraram 500 anos de criação

A paróquia e a freguesia de Sagres celebraram ontem os 500 anos da sua criação. …