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Trabalhadores da Litográfica do Sul exigiram salários em atraso junto à ACT em Faro

Litografica_sulTrabalhadores da Litográfica do Sul, sedeada em Vila Real de Santo António, e dirigentes sindicais concentraram-se na quarta-feira junto à Autoridade Para as Condições do Trabalho, em Faro, para exigir os salários em atraso e a continuidade da empresa.

A Litográfica do Sul é uma empresa que trabalha na área das artes gráficas, sendo das mais antigas em atividade em Vila Real de Santo António.

A empresa conta com cerca de 40 trabalhadores e está, desde o mês passado, sob um Processo Especial de Revitalização (PER), mas a administração não pagou o salário de março e comunicou aos funcionários a possibilidade de declarar a insolvência.

António Hilário, do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Sul (SITE-Sul), disse à Lusa que uma delegação de trabalhadores e dirigentes sindicais entregou hoje à subdelegada regional da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) um documento a exigir o pagamento dos salários em atraso e a repudiar a situação que se vive na empresa, além de solicitar a intervenção do Governo para evitar o encerramento.

A “moção aprovada por todos os trabalhadores de repúdio à situação” deverá “ser entregue às instâncias superiores, uma vez que já não há representantes do ministério da Economia no Algarve”, disse o dirigente sindical.

No documento, acrescentou, “além de se repudiar a atitude da administração, pede-se que sejam pagos os vencimentos em dívida, manifesta-se o posicionamento contra o encerramento da empresa e pede-se que a Câmara Municipal continue a fazer as ‘démarches’ necessárias para evitar o encerramento”.

A mesma fonte adiantou que um dos administradores falou, no final de março, com os funcionários e disse que a empresa iria entrar em insolvência, mas, até ao momento, “não há documento ou indicação oficial de que a insolvência foi pedida e existe”.

“O que existe é o PER. Os trabalhadores continuam a fazer a sua vida normal, a cumprir horários, mas sem laborar porque a empresa não lhes dá trabalho e não tem matérias-primas disponíveis”, afirmou António Hilário.

O sindicalista frisou que a administração disse aos trabalhadores que podiam não ir trabalhar, porque não iriam ser marcadas faltas, numa atitude que considerou “ser estranha”.

“Toda esta situação é estranha, há um PER em março para desenvolvimento da situação da empresa e passados sete dias o administrador diz às pessoas que estão dispensadas, se não quiserem ir trabalhar não vão, porque não seriam marcadas faltas e a empresa iria declarar a insolvência”, recordou.

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