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Em entrevista à Lusa, Acácio Santana, responsável pela área comercial da UNICOFA e um dos trabalhadores com ordenados e subsídio de Natal em atraso, explicou que dos 115 trabalhadores “60 a 70 por cento vão pedir suspensão do contrato de trabalho.

“Metade do subsídio de Natal ainda não foi liquidado e há dois meses de salários em atraso”, revelou Acácio Santana, explicando que a suspensão de contrato de trabalho é a solução encontrada para a maioria dos trabalhadores que não podem ficar sem rendimentos. Esta solução permite aos trabalhadores pedirem o subsídio de desemprego e conseguirem desta forma uma fonte de rendimento.

Os quatro estabelecimentos da UNICOFA, localizados em Faro, Tavira, Lagos e Alvoz -, vão manter-se para já “abertos” com os “serviços mínimos”, mas os níveis de stock são “muito baixos” por causa de problemas de tesouraria e podem vir a escassear, acrescentou a mesma fonte.

A empresa UNICOFA tem cerca de dois mil clientes, designadamente supermercados algarvios e hotelaria.

O capital social da UNICOFA é de dois milhões e meio e a avaliação patromonial cifra-se nos 20 milhões de euros.

“A suspensão dos contratos de trabalho da maioria dos trabalhadores é transitória”, refere Acácio Santana, referindo que se a empresa conseguir vender algum património” ou se a banca ceder à UNICOFA um empréstimo de cerca de quatro milhões de euros para o plano de viabilidade, os funcionários podem regressar aos postos de trabalho.

A UNICOFA surgiu em 1972 quando alguns comerciantes de Faro sentiram a necessidade de baixar os preços que praticavam e hoje, com 33 anos tem quatro pontos de cashs no Algarve, sendo a em Faro, na zona do Areal Gordo.

Em 1986 a UNICOFA aderiu à UNIARME, na década de 90 foi criada a marca “Loja Fresca” no sentido de uniformizar a imagem das lojas associadas.

Actualmente a UNICOFA está integrada na cooperativa UNIMARK (de âmbito nacional).

Lusa

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