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Trabalhadores e administração do Clube Praia da Rocha chegam a acordo

Clube_praia_rochaOs trabalhadores do Clube Praia da Rocha com salários em atraso chegaram a acordo com a administração para o pagamento faseado dos valores em dívida, depois de 15 dias consecutivos de protestos, disse fonte sindical.

Os trabalhadores têm a receber parte do mês de agosto, setembro e outubro, subsídios de férias e de natal, e o acordo alcançado com o administrador Paulo Martins prevê o pagamento de um dos vencimentos até 15 de abril e das restantes verbas até 15 de junho, precisou Tiago Jacinto, do Sindicato dos Trabalhadores da Hotelaria do Algarve.

A mesma fonte disse à Lusa que esta solução representa “uma vitória para os trabalhadores” e demonstra que “valeram a pena” as duas semanas de luta, durante as quais uma trabalhadora se acorrentou na sede da empresa, em Portimão.

O anúncio do acordo foi feito no sábado pelo sindicato, que coordenou a luta desses trabalhadores, todos já sem vínculo com a empresa desde outubro, mas que ainda tinham esses dois meses e meio de salários e subsídios em atraso.

“Como em todas as lutas, a vitória só é possível com a ação organizada dos trabalhadores. Esta não foi uma luta isolada de uma trabalhadora, foi uma luta coletiva, que não teria sido possível sem a participação coletiva e a solidariedade, mas queria aqui destacar a coragem, a determinação e a firmeza da Marilú Santana”, referiu o coordenador do sindicato, mencionando o nome da trabalhadora que se acorrentou.

A mesma fonte enalteceu a “determinação e coragem” desta trabalhadora, ao “acorrentar-se no interior das instalações para exigir o que lhe era devido”, mas também a dos restantes colegas, que “enfrentaram as adversidades que foram encontrando pela frente, como o frio, o cansaço pelas poucas horas dormidas, as manobras, as pressões e as chantagens do senhor Paulo Martins” ao longo dos 16 dias do protesto.

O sindicato advertiu, no entanto, que “irá estar atento ao cumprimento do acordo agora alcançado (um salário até 15 de Abril e o restante até 15 de Junho)” e adotar novas formas de luta com os trabalhadores “se o mesmo não for cumprido”.

A Lusa tentou obter uma reação da administração do Clube Praia da Rocha, mas sem sucesso.

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