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Último ano do triénio pastoral da Igreja algarvia visa “Testemunhar o Evangelho da Família”

A Diocese do Algarve prepara-se para iniciar o último ano do Programa Pastoral trienal que a tem vindo a conduzir desde 2017 sob o tema “Anunciar o Evangelho da Família – «edificar a sua casa sobre a rocha»”.

Neste ano de 2019/2020, o Programa Pastoral, que tem como tema “Testemunhar o Evangelho da Família”, terá como objetivo “fazer da caridade distintivo da Igreja diocesana, presente nos gestos quotidianos e no testemunho da alegria nascida do encontro pessoal com Cristo” e incidirá nas dimensões paroquial, vicarial e diocesana, com particular realce nesta última.

Em termos de propostas, o Programa Pastoral do novo ano indica a nível da família o “aprofundamento da Pastoral Familiar paroquial, através das equipas já formadas ou a formar, tendo sempre presente: A preparação para o matrimónio; O acompanhamento dos casais jovens; Ligação das equipas da pastoral familiar com a catequese local; Espiritualidade/Retiros, vicariais e diocesano”.

O documento insta a “promover o contributo da família nas celebrações litúrgicas e valorizar as bênçãos destinadas à família, contidas no Ritual próprio”. “Além disso, dar o devido realce eclesial e comunitário à Festa da Sagrada Família, aos aniversários matrimoniais, ao dia dos namorados, dia do pai, dia da mãe, e dia dos avós”, acrescenta, pedindo também para “acompanhar e contribuir para as iniciativas vicariais que possam vir a realizar-se ao longo deste Ano Pastoral” e para “criar dinâmicas vicariais e paroquiais tendo em conta o texto de preparação para o Simpósio sobre a Família que se realizará no corrente ano pastoral”.

No que respeita à pastoral juvenil, o programa sublinha que a Igreja se viu “enriquecida pela experiência das Jornadas Mundiais da Juventude, no Panamá e com a publicação da nova Exortação Pós-Sinodal «Christus vivit»”. “Não podemos permitir que estas realidades se percam no tempo ou fiquem esquecidas no meio da agitação ordinária da nossa vida pastoral”, alerta, considerando que tal como propôs o papa Francisco, “a Pastoral dos Jovens deverá tornar-se, cada vez mais, uma Pastoral Sinodal”, “assumindo novos estilos e estratégias”, “acolhendo metodologias, linguagens, motivações que se revelaram realmente atraentes para aproximar os jovens de Cristo e da Igreja” e “criando dinamismos de corresponsabilidade, reconhecendo os carismas que o Espírito concede a cada um dos membros da Igreja, de acordo com a respetiva vocação e missão”.

Relativamente aos “novos estilos e estratégias”, adverte que “os jovens não se sentem atraídos pelos tradicionais esquemas pastorais e exigem uma certa flexibilidade concretizada na sua espontaneidade, própria da idade” e sobre a necessidade de criar “dinamismos de corresponsabilidade” lembra que “ninguém deve ser colocado nem deixado colocar-se de lado”.

O programa recorda que o papa Francisco defende na exortação pastoral citada que “a Pastoral dos Jovens supõe duas grandes linhas de ação”: “a busca, a convocação, a chamada que atraia novos jovens para a experiência do Senhor” e “o crescimento, o desenvolvimento dum percurso de maturação para quantos já fizeram essa experiência”. “Deste modo, são os jovens os primeiros responsáveis pela convocação (primeiro anúncio) de outros jovens, através dos caminhos atraentes que só eles conhecem. Aos mais velhos compete apenas estimular os jovens e dar-lhes a liberdade de ação para que se entusiasmem e se tornem missionários”, refere, acrescentando que “a linguagem da convocação deverá ser sempre a linguagem da proximidade, optando por uma «gramática do amor» e não por uma atitude proselitista”.

“No processo de crescimento (maturação), devemos ser cautelosos na hora de apresentar grande quantidade de conteúdos doutrinais. Apesar da necessidade de se incluir na formação a doutrina e a moral, o crescimento dos jovens deverá assentar em dois eixos principais: o aprofundamento do Kerigma (encontro com Deus através de Cristo morto e ressuscitado) e a Vida Fraterna (concretizada no serviço)”, sustenta ainda o documento.

Em relação à pastoral vocacional, o programa indica a necessidade de “continuar a promover encontros de sensibilização vocacional e visitas aos grupos de catequese e de jovens para uma maior consciência e aprofundamento da dimensão vocacional da vida”, de “continuar o esforço em constituir a Pastoral Vocacional como sector ou secretariado transversal na pastoral eclesial (paroquial, vicarial e diocesana), favorecendo alguns encontros formativos, de modo a gerar trabalho em rede”, de “realizar tempos e/ou vigílias de oração, procurando sublinhar a dimensão orante-celebrativa, como lugar e tempo por excelência do encontro que se faz escuta, acolhimento e descoberta do que Deus tem para cada um” e de “preparar instrumentos que incentivem e ajudem a um maior dinamismo vocacional nas comunidades cristãs com momentos de oração, textos de reflexão, pistas para catequeses, entre outros”.

Cartaz

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