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As bolsas de mérito serão entregues a estudantes do primeiro ano de licenciatura e de mestrado integrado, com o apoio de 26 empresas, precisou à Lusa o gabinete de comunicação do estabelecimento de ensino.

A iniciativa tinha sido anunciada em julho pelo reitor da Universidade do Algarve, João Guerreiro, que disse na ocasião à Lusa estarem integradas na iniciativa “empresas das áreas do turismo, da banca e da saúde, a nível nacional, e dos serviços tecnológicos, imobiliário, rent-a-car e centros comerciais, a nível regional”.

João Guerreiro considerou que esta é uma forma de “premiar o mérito e conseguir que a universidade conte com os melhores alunos do secundário”, mas também de promover “a responsabilidade social das empresas que aderiram ao projeto”.

O reitor frisou que “muitas destas empresas já colaboram com a universidade” noutros âmbitos, como a receção de alunos para estágios profissionais, mas agora “dão mais um passo para ajudar os alunos” com o pagamento de propinas, cujo valor ronda anualmente o milhar de euros.

A entrega das bolsas realiza-se na terça-feira, às 17:30, no auditório da Escola Superior de Saúde da Universidade do Algarve, e é vista por alunos beneficiários como uma recompensa do esforço e um incentivo para prosseguir os estudos num período de dificuldades económicas, motivadas pela crise que o país atravessa e pelas medidas de autoridade impostas pelo Governo.

“É uma bolsa que acaba por reconhecer todo o esforço e todo o trabalho que, no ensino secundário, tivemos que fazer para aceder ao curso que pretendíamos e ser reconhecidos por isso é muito bom”, afirmou à Lusa Bárbara Santos, aluna do mestrado integrado de Ciências Farmacêuticas.

Bárbara Santos disse que o facto de o prémio ser “de alguma forma monetário” pode “ajudar e aliviar um bocadinho” os encargos dos pais, que “atravessam também dificuldades” e a manter o percurso de excelência conseguido até agora.

“Se viermos sempre a pensar que somos recompensados e podemos aliviar o pagamento dos estudos, ajuda a alcançar estes objetivos. E o meu objetivo é conseguir o mais alto nível, porque, como as coisas estão, só os bons vingam”, acrescentou.

Questionada sobre o futuro, esta estudante disse que, apesar do esforço e do reconhecimento, a saída do país é uma hipótese, caso as coisas não se alterem nos próximos anos.

“Tento ver as coisas pelo lado positivo e pensar que, quando acabar o curso, posso ter trabalho no meu país. Mas se isso não acontecer penso mesmo sair para fora, porque isto está difícil e nós vemos isso por pessoas que acabam o curso e não conseguem trabalho”, lamentou.

Lusa

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