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© Samuel Mendonça
© Samuel Mendonça

A constituição de parcerias para formação de engenheiros, elaboração de projetos técnicos e estímulo ao empreendedorismo e inovação são objetivos do protocolo que a Universidade do Algarve e a Ordem dos Engenheiros assinam hoje, em Faro.

O reitor da universidade, António Branco, disse à agência Lusa que o documento tem um “âmbito muito alargado” e essa é uma das “componentes mais interessantes” para a instituição que dirige.

“Vai desde a colaboração ao nível da formação de engenheiros, até projetos técnicos desenvolvidos conjuntamente, em pareceria entre os peritos da universidade e da Ordem, até à investigação na área da engenharia, mas também passa pelas questões do empreendedorismo e da inovação”, resumiu António Branco.

O reitor da UAlg precisou que o protocolo surge de “um desafio” lançado pela Ordem dos Engenheiros, que demonstra assim “a intenção de abrir muito o leque de possibilidades de colaboração com a Universidade”, contribuindo também para “a promoção internacional da engenharia portuguesa”.

“Com o Horizonte 20/20 há bastantes oportunidades de ligação da universidade a empresas, associações, etc, para transferência de conhecimento para o setor económico. Ora a Ordem é um interlocutor privilegiado na nossa relação com esse universo”, considerou.

António Branco sublinhou que pode haver a possibilidade de “candidaturas conjuntas” a fundos comunitários, sobretudo ligados ao empreendedorismo e inovação e à “investigação com capacidade de transferência de conhecimento” para as empresas e a economia real.

“Um dos aspetos referidos no protocolo especificamente é a potenciação desse setor de inovação na área da engenharia, com transferência de conhecimento e impacto económico e social mais direto”, acrescentou.

O reitor disse que atualmente há uma redução na procura de cursos de engenharia pelos estudantes, problema que é “transversal, nacional”, e a colaboração com a Ordem permite “ir demonstrando que esse abaixamento é exagerado e poderá ter consequências na formação de engenheiros portugueses, que aliás são muito conceituados no mundo inteiro”.

A Ordem pode também, segundo António Branco, ajudar a universidade “a definir ofertas formativas na área da engenharia que sejam inovadoras” e “não defraudem do ponto de vista da qualidade de profissionais que vão para o mercado de trabalho”.

O presidente do Conselho Diretivo da Região Sul da Ordem dos Engenheiros disse à Lusa que, nesta área geográfica, foi assinado um protocolo idêntico com o Instituto Superior de Engenharia de Lisboa (ISEL) e, depois da UAlg, vão ser estabelecidos outros com o Instituto Superior Técnico, o Instituto Superior de Agronomia ou com a Universidade Nova.

Carlos Mineiro Aires disse, ainda, que estas iniciativas se juntam a outras, como “um núcleo consultivo de associações de estudantes”, com 11 associações de estudantes, entre elas a da UAlg, que a ordem criou “para perceber quais são os seus problemas, preocupações e dificuldades”.

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