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© Samuel Mendonça
© Samuel Mendonça

O reitor da Universidade do Algarve disse hoje que os protocolos que vai assinar na quinta-feira, no Japão, com universidade locais, são fruto da estratégia de internacionalização e podem promover a criação de novas empresas de aquacultura de atum.

“Estamos muito atentos à região e à nossa relação com a região, por um lado, mas ao mesmo tempo estamos a apostar na internacionalização da investigação e do ensino da universidade. Portanto, este momento é particularmente importante nessa estratégia que estamos a desenvolver”, afirmou o reitor, António Branco, em declarações à agência Lusa.

O reitor, que se encontra no Japão no âmbito da visita que o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, realiza àquele país, permitirá à Universidade do Algarve (UAlg) assinar, na quinta-feira, em Quioto, protocolos com as universidades japonesas de Kinki e Hokkaido.

António Branco sublinhou que o protocolo com a universidade de Kinki “é particularmente interessante” do ponto de vista da transferência de conhecimento para as empresas, porque surgiu “a partir do interesse de investigadores de ambas as universidades em estreitarem as suas relações na investigação, sobretudo, na aquacultura do atum”, uma das espécies de peixe que o Japão mais importa e consome.

“Eles têm investigação de ponta no Japão e nós temos no Algarve o conhecimento das condições em que o atum pode ser criado, com tempo mais rápido e melhores condições”, observou António Branco, sublinhando que essa investigação pode depois “incentivar a criação de novas empresas no Algarve que possam exportar atum para o Japão”.

O segundo protocolo será celebrado “no âmbito das faculdades de Ciências de Hokkaido e de Ciência e Tecnologia da UAlg” e pretende criar condições para que a instituição possa “usufruir de uma série de financiamentos disponíveis para a mobilidade de estudantes do Japão que queiram fazer estudos avançados na Universidade do Algarve”.

O reitor acrescentou que este protocolo vai permitir o acesso de estudantes japoneses a cursos Erasmus Mundus da UAlg, alguns coordenados pela própria universidade e com ofertas formativas “únicas no Mundo”, sobretudo as relacionadas com “os novos regulamentos de produtos químicos”.

“Sei que já há muitos contactos e interesse da parte de estudantes japoneses em adquirir conhecimentos sobre as novas regulamentações relacionadas com produtos químicos, mas, além disso, o protocolo permitirá que outros estudantes possam enveredar por outras áreas, nomeadamente as áreas do mar, que são as mais fortes da UAlg”, justificou o reitor.

António Branco disse que a UAlg pretende, assim, “captar o maior número de estudantes de mestrado e doutoramento do Japão que queiram vir para a Europa estudar, começando na Universidade do Algarve”, dando seguimento às estratégias da universidade de internacionalização e de transferência de conhecimento para as empresa.

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