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O protocolo foi assinado esta manhã, no Colégio do Espírito Santo da academia alentejana, servindo para formalizar a já “longa experiência de colaboração” entre as duas instituições.

A parceria, designada formalmente como “Cooperação a Sul”, explicou a Universidade de Évora (UÉ), “identifica algumas áreas de ensino e de investigação” em que ambas as academias pretendem “reforçar ou iniciar a colaboração”.

“Este protocolo reveste-se de particular importância no quadro do desenvolvimento e reforço da cooperação já existente entre as duas instituições”, realçou à agência Lusa o reitor da UÉ, Carlos Braumann.

Por sua vez, o reitor da Universidade do Algarve, João Guerreiro, sublinhou à Lusa que a parceria vai permitir que os projetos de investigação científica assumam uma dimensão maior do que se cada instituição os fizesse por si.

“Não se trata de somar duas universidades, mas sim de colocar os seus recursos em conjunto para alcançar um patamar de oferta formativa e de investigação científica mais sólido”, afirmou, acrescentando que a nova oferta poderá atrair mais investigadores, do país e estrangeiro.

Segundo João Guerreiro, estas deverão ser as universidades portuguesas mais inseridas no ambiente mediterrânico, pelo que as áreas centrais do protocolo estão relacionadas com as ciências agrárias, a gestão rural e a história mediterrânica, islâmica e medieval, entre outras.

Já Carlos Braumann disse que o acordo, por ser genérico, vai proporcionar o desenvolvimento de linhas conjuntas de investigação científica em domínios muito variados.

A título de exemplo, indicou as ciências da vida, da terra, do mar, sociais e humanas, bem como a energia, saúde, matemática e estatística, artes e património.

“Esta é mais uma forma de dar resposta aos novos desafios que se colocam a ambas as universidades, reforçando o trabalho em rede, que permita fomentar a permeabilidade entre as duas instituições”, salientou o reitor da UÉ.

O responsável argumentou ainda que o protocolo tem “particular importância” na investigação científica e na transferência de conhecimentos para a comunidade.

Desta forma, afirmou, pode-se tirar partido “das vantagens do trabalho cooperativo e das complementaridades existentes, procurando assim dar um contributo ainda mais consistente para apoiar as estratégias de desenvolvimento das comunidades em que nos inserimos”.

Ao mesmo tempo, sublinhou, a cooperação vai possibilitar “contributos significativos para a formação de quadros altamente qualificados”, os quais são “indispensáveis ao desenvolvimento do país e das regiões” do Alentejo e do Algarve.

Lusa

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