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O protesto, que coincide com o Dia Nacional do Estudante, teve como mote “Eu não me calo, e tu?” e visou alertar para os principais problemas dos alunos naquele estabelecimento de ensino.

No “Mural das Lamentações”, como os estudantes lhe chamaram, as principais queixas estavam relacionadas com a atribuição de bolsas, a implementação do processo de Bolonha e as condições de funcionamento das faculdades.

Segundo o presidente da Associação Académica da instituição, Guilherme Portada, pelo menos 36 alunos daquela universidade foram obrigados a cancelar as suas matrículas depois de os seus pedidos de bolsa terem sido rejeitados.

“Agora que o Governo caiu apelamos a que as forças políticas incluam nos seus manifestos mais atenção à política de ensino superior”, afirmou aos jornalistas, sublinhando que a associação vai começar já hoje a contactar os vários partidos.

Nos painéis expostos no Jardim Manuel Bívar podiam ler-se frases como “Bolsas diminuídas ou inexistentes”, “Ação Social mais rápida”, “Ensino público acessível a todos” ou “Eu custo 154 euros por ano à UAlg e pago 924 euros”.

Já o cheque fictício de 569 mil euros entregue pelos estudantes à governadora civil de Faro foi remetido à ordem do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e era assinado por estudantes com dificuldades socioeconómicas da UAlg.

De acordo com a associação académica aquele foi o valor que o ministério reduziu em bolsas de estudo para este ano letivo na UALg.

A associação apelou também aos estudantes para colocarem nas suas janelas faixas azuis escuras ou as suas próprias capas como forma de protesto contra as políticas de ensino superior.

Lusa
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