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Manif_fim_portagens_via_infanteA Comissão de Utentes da Via do Infante (CUVI) voltou a apelar no sábado à mobilização da população do Algarve e dos responsáveis políticos da região para a luta pela abolição das portagens na A22 e requalificação da EN125.

A comissão promoveu um debate e uma marcha lenta na Estrada Nacional 125 (EN125) contra as portagens introduzidas na A22 em dezembro de 2011, nos quais participaram dezenas de pessoas que aprovaram uma moção apelando ao envolvimento das “forças vivas” da região.

O grupo tem vindo a alertar para as consequências negativas que as portagens têm na região em termos económicos e sociais e para o aumento da sinistralidade rodoviária registada na EN125, que funciona como percurso alternativo à via portajada.

“É um grande suplício circular na EN125, pois não passa de uma rua urbana e a sua requalificação continua a marcar passo”, sublinha a comissão num dos folhetos informativos distribuídos no sábado, frisando que a cobrança de portagens dá um prejuízo anual de perto de 40 milhões de euros à região.

Enquanto dava a conhecer três das mais recentes vítimas mortais de acidentes rodoviários na EN125, Michael Ferreira, da CUVI, apontou a falta de condições do piso daquela estrada e a falta de sinalética vertical e horizontal que, somada ao aumento da afluência de trânsito, favorecem o aumento da sinistralidade.

“Estamos em alerta vermelho, algo tem de ser feito”, afirmou, defendendo que “o Algarve precisa da EN125 em condições”.

Na moção aprovada e que vai ser enviada ao primeiro-ministro, ao ministro da Economia, ao Presidente da República, ao secretário-geral do PS, ao presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve, a grupos parlamentares e entidades algarvias, a CUVI alerta para a lenta requalificação da EN125 e a degradação que a mesma sofre diariamente.

Durante o debate, Vitor Aleixo, presidente da Câmara de Loulé, vincou que a luta pela abolição das portagens na A22 “é justa” e deve ser travada tanto a nível institucional como nas ruas, com ações como as que a CUVI tem vindo a promover.

O encontro terminou com uma marcha lenta de viaturas de protesto que passou por locais da EN 125 onde ocorreram acidentes rodoviários com vítimas mortais e onde os participantes colocaram uma coroa de flores e fizeram um minuto de silêncio.

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