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João Vasconcelos, da Comissão de Utentes da Via do Infante © Luís Forra/Lusa
João Vasconcelos, da Comissão de Utentes da Via do Infante
© Luís Forra/Lusa

A Comissão de Utentes da Via do Infante (A22) espera que os deputados aprovem na sexta-feira, no parlamento, a suspensão de portagens, objetivo principal de uma petição apresentada pela estrutura subscrita por cerca de 14.000 pessoas, segundo um representante.

João Vasconcelos, da Comissão de Utentes da Via do Infante, disse hoje à agência Lusa haver um conjunto de previsões que justificaram a introdução de portagens, a 08 de dezembro de 2011, mas não se cumpriram até ao momento. Enquanto isso, a “situação do Algarve está cada vez pior”, pelo que “há razões para a medida ser suspensa”.

“Estamos a ver esta petição com alguma expectativa, esperamos que não se repitam os episódios anteriores, em que os partidos da maioria e até o próprio Partido Socialista – embora às vezes se abstenha – têm votado contra as petições, relativamente à suspensão das portagens na Via do Infante”, afirmou João Vasconcelos.

Sublinhando que as petições não são votadas, mas há partidos que apresentam projetos com o mesmo teor que vão a votos, o dirigente da comissão considerou que “a situação neste momento é diferente, mas para pior”, do que era há três anos, quando a medida foi introduzida.

“A Via do Infante tem uma quebra de tráfego superior a 70% e os prejuízos são muito elevados”, afirmou, sublinhando que estas razões justificam, para a estrutura, a suspensão das portagens.

João Vasconcelos disse que o quadro político saído das últimas eleições autárquicas no Algarve, nas quais o PSD perdeu para o PS a maioria de câmaras na região e o PCP e o BE aumentaram as respetivas votações, dá “um sinal de que se pode ter alguns avanços positivos nos próximos tempos”.

Exemplo disso são, acrescentou, as várias moções que têm sido aprovadas pelos executivos e assembleias municipais da região a pedirem a suspensão de portagens, “como foram os casos de Portimão ou de Loulé”, autarquias lideradas pelo PS, que “a nível local tem estado de acordo com a comissão de utentes”.

“O prejuízo é mais que óbvio, o desemprego é catastrófico no Algarve, andará à volta de 100.000 desempregados, as portagens muito contribuíram para isso, continua-se a circular terrivelmente na EN125 e só não há mais acidentes porque também há diminuição de tráfego devido à crise. E vamos ver como é que vai acontecer amanhã”, disse ainda João Vasconcelos, sublinhando que quer também ver qual vai ser a posição dos parlamentares eleitos pelo Algarve.

O dirigente disse ainda que vão estar no parlamento, a assistir à discussão, “cerca de duas dezenas de elementos da comissão, que vão logo de manhã para Lisboa”, onde “já estarão outras pessoas” ligadas à estrutura que representa os utilizadores da antiga autoestrada sem custos para o utilizador (SCUT) do Algarve (A22).

A discussão da petição apresentada pela Comissão de Utentes da Via do Infante é a quarta de um conjunto de sete que vão estar em análise na sexta-feira, na Assembleia da República. Os trabalhos têm início marcado para as 10:00.

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