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O padre António de Freitas disse que a XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos para outubro de 2023 deve motivar uma “mudança” efetiva que leve a “passar de uma Igreja onde poucos pensam, decidem e tudo fazem para uma Igreja onde todos possam ser escutados, chamados a descobrir a riqueza dos seus dons e a colocá-los ao serviço da edificação da Igreja e do anúncio do Evangelho”.

“Não basta ter organismos de corresponsabilidade. É importante que as suas opiniões, ainda que não deliberativas, sejam tidas em conta porque nesses irmãos se manifesta a vontade de Deus, o anúncio de Cristo e a ação do Espírito Santo”, afirmou o vigário episcopal para a pastoral da Diocese do Algarve.

O sacerdote participou numa mesa redonda sobre o tema “Os jovens e a sinodalidade na renovação da Igreja” na Assembleia Diocesana da Igreja Católica do Algarve que teve lugar na igreja de São Pedro do Mar, em Quarteira, para apresentar o Triénio Pastoral 2021/2024 e o programa deste ano 2021/2022 sob o tema “Renovar pela transformação do Espírito (Ef 4,23)”.

A propósito do sínodo que o Papa Francisco convocou, sob o tema “Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”, com apelo ao envolvimento das comunidades católicas, o padre António de Freitas lembrou que a sinodalidade é “o modo de ser Igreja, uma caraterística sua que ao longo de muito tempo tem estado adormecida, sem a qual a Igreja perde seguramente parte da sua identidade, da sua essência e do seu dinamismo”.

O sacerdote, que se referiu à “indiscutível necessidade” de a diocese avançar num “caminho de renovação” do seu “modo de ser Igreja” na “escuta ao que o Espírito Santo tem a dizer”, disse então que a sinodalidade tem de estar em função da “identidade e missão” da Igreja: “o anúncio de Cristo e do seu Evangelho”. “O anúncio do Evangelho será o grande fruto que se gerará nas comunidades cristãs que se dispuserem a fazer este caminho de mudança”, complementou.

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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O orador disse que “sinodalidade, comunhão e comunidade” são as “três realidades indissociáveis” que, assumidas no “caminho de conversão pastoral, gerarão de modo gradual a participação e a missão de todos na ação de Cristo em favor da humanidade”. “Neste primeiro passo fundamental para sermos uma Igreja sinodal, que é a comunhão, entra necessariamente a conversão pessoal e pastoral de cada um e de cada comunidade”, completou, sublinhando que isso levará a sinodalidade a ser acolhida como “vontade e dom de Deus”.

O padre António de Freitas considerou ainda a sinodalidade “a realidade que está por baixo de todo o ministério do Papa Francisco”, sendo transversal a toda a sua ação.

A abertura do Sínodo dos Bispos acontece no Vaticano, sob a presidência do Papa, nos dias 9 e 10 de outubro deste ano, e em cada diocese católica, a 17 de outubro, sob a presidência do respetivo bispo. Na Diocese do Algarve, a abertura terá lugar na Sé de Faro, com a Eucaristia presidida pelas 17h pelo bispo do Algarve.

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