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Quase no termo dos 180 quilómetros que ligaram Castro Marim à meta coincidente com uma montanha de segunda categoria, o bicampeão do “Tour” e vencedor da “Algarvia2008” deixou toda a concorrência para trás e terminou em 5:02.55 horas, à média de 35,653 km/h, num dia marcado por várias quedas sem sequelas graves e pelos insistentes vento e chuva.

O português Tiago Machado (RadioShack) ainda tentou acompanhar o ritmo do corredor madrileno, mas perdeu 11 segundos para o melhor do Mundo, embora seja agora o mais bem classificado português, em segundo lugar da tabela geral, a 15 segundos de Contador.

Outro luso, o vice-campeão mundial de contrarrelógio Sub-23 Nelson Oliveira (Xacobeo-Galicia), foi um dos sete ciclistas que fugiram ao pelotão logo aos 10 quilómetros, resistindo depois a solo na cabeça da corrida até cerca de 40 quilómetros da meta.

A Astana foi controlando a distância para os fugitivos e preparou meticulosamente a subida ao seu chefe de fila. Contador marcou a diferença, ainda protegido pelo compatriota e colega de equipa David de la Fuente, nos quilómetros finais, quando o conjunto cazaque aumentou o ritmo até aos duros 2700 metros de ascensão final.

Machado e o seu companheiro norte-americano da RadioShack Levi Leipheimer surgiram no encalço dos adversários, mas só o “Pica” de Famalicão conseguiu dar alguma emoção aos milhares de fãs de ciclismo presentes na serra algarvia.

Contador dispõe agora de uma vantagem de 15 segundos na geral para Machado, seguindo-se Leipheimer, a 28 segundos do topo, enquanto o português Rui Costa (Caísse d’Epargne) segue no sexto lugar, mas já a 43 segundos do espanhol, que comemorou o triunfo várias vezes com o seu típico disparo simulado com os dedos polegar e indicador.

Nos quilómetros iniciais da tirada, o belga Gert Steegmans (RadioShack), o sueco Frederick Kessiakoff (Garmin), o campeão português de fundo, Manuel Cadoso (Footon), Pedro Lopes (CC Loulé) e o francês Julien Fouchard (Cofidis) foram vítimas de quedas que inspiraram cuidados e tiveram mesmo de ser assistidos.

No entanto, os acidentes saldaram-se em lesões menos graves do que se supunha, como escoriações, embora Cardoso e Kessiakoff tenham mesmo recebido tratamento no Hospital de Faro, num dia em que o pelotão se viu reduzido em nove unidades, quer por desistência, quer por chegada fora do limite temporal regulamentar.

Sábado, na quarta e penúltima tirada, os corredores enfrentam 169 quilómetros, entre Vila Nova de Cacela e Tavira, prevendo-se um final para velocistas, antes do contrarrelógio final de domingo.

Lusa

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