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Ao bicampeão da Volta a França (2007 e 2009) bastou o segundo melhor registo do dia, no sinuoso percurso entre Lagoa e Portimão, para garantir a posse da camisola amarela, mesmo com pouco tempo de treino na sua bicicleta de “crono”, já que a União Ciclista Internacional negou a homologação do novo modelo com que estava habituado a treinar.

“Foi uma vitória muito importante e estou contentíssimo. A equipa foi incrível no controlo da corrida e, portanto, tentei assegurar a vitória por eles. O triunfo nesta etapa era secundário, até porque só tive meio dia para treinar com esta ‘cabra’ (bicicleta de contrarrelógio) do ano passado”, afirmou o madrileno de 27 anos, dedicando ainda o êxito à “novia” (namorada) Macarena, presente na reta da meta.

O português Tiago Machado (RadioShack) viu-se ultrapassado na geral pelo “tempo canhão” de Sanchez, mas garantiu o terceiro lugar e o estatuto de melhor português da prova.

“Tenho que estar contente porque dei tudo o que tinha. Um terceiro lugar é bom para a equipa e a vitória numa das etapas (quarta, através do belga Rosseler) também. Já não saímos de mãos a abanar. Paciência, mas vamos de cabeça erguida”, disse o corredor de Famalicão, com 24 anos.

Leon Sanchez foi o melhor no exigente traçado, terminando em 21.32 minutos, à média de 47,926 km/h, 13 segundos mais veloz que Contador, enquanto o belga Sebastien Rosseler (RadioShack) se ficou pelo terceiro registo do dia.

O campeão nacional de “crono”, Tiago Machado, perdeu 30 segundos para o vencedor, embora tenha gasto menos cinco segundos que o campeão olímpico de fundo, o espanhol Samuel Sanchez (Euskaltel).

Rui Costa (Caísse d’Epargne) chegou ao fim no oitavo lugar da etapa, com mais 44 segundos que o corredor mais rápido.

Contador, que partiu com uma vantagem de 15 segundos sobre Machado, confirmou a liderança da geral, agora com 30 segundos de vantagem sobre Leon Sanchez, aumentado a distância para Machado (32 segundos).

Lusa

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