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O ciclista alemão Andre Greipel, um ano após triunfar em Lagos, alcançou hoje a primeira vitória em 2011, conquistando ao “sprint” a quarta e penúltima etapa da Volta ao Algarve, a mais rápida, com média de 42,369 km/h.

Os 167,3 quilómetros entre Albufeira e Tavira foram percorridos “sob carris”, com luta nas classificações da montanha e das metas-volantes, conquistadas pelas portuguesas Tavira-Prio e Barbot-Efapel, respetivamente, mas a geral seguiu inalterada, com o britânico Stephen Cummings (Sky) no topo, mesmo com uma queda na parte final, e os restantes favoritos a resguardarem-se para o “crono” de domingo.

Greipel foi o mais forte nos últimos metros e cruzou a linha de meta exultante, em 3:56.55 horas, à frente do australiano Michael Matthews (Rabobank), do francês Anthony Ravard (AG2R) e do norte-americano Tyler Farrar (Garmin).

“Foi muito difícil, mas estou tão feliz… consegui voltar a ganhar, graças ao fantástico trabalho da equipa. Pela primeira vez, conseguimos formar e manter o comboio. Estou muito contente por ter conseguido concretizar”, disse o germânico, de 28 anos, conhecido entre o pelotão como “o homem mais forte na Terra”.

Para a etapa decisiva, domingo, um contrarrelógio de 17 quilómetros, entre Lagoa e Portimão, Cummings dispõe de seis segundos de vantagem sobre o espanhol e triplo vencedor do “Tour”, Alberto Contador, que tenta um terceiro triunfo seguido na “Algarvia”.

O alemão Tony Martin (HTC) e o norte-americano Tejay Van Garderen estão também à espreita de qualquer percalço, seguindo a 10 e 12 segundos do britânico, respetivamente, enquanto o melhor português continua a ser Tiago Machado (RadioShack), no 10.º lugar, mas já a 31 segundos do topo.

Durante a jornada, as várias fugas foram muito fugazes e destinadas à conquista das camisolas secundárias, como sucedeu com César Fonte, nas metas-volantes, e Ricardo Mestre, na escassa “montanha” de hoje. Só três corredores seguiam destacados nos últimos 30 quilómetros e Sky e SaxoBank rapidamente levaram o pelotão ao seu encontro.

Mesmo com uma queda aparatosa, nos últimos 15 quilómetros, incluindo Cummings, o esforço coletivo resultou e a “serpente colorida” alongou-se depois para o sprint muito disputado, na Avenida dr. Eduardo Mansinho.
A “Algarvia” termina domingo, com a quinta e última etapa, um contra-relógio individual de 17,2 quilómetros, entre Lagoa e Portimão.

Folha do Domingo/Lusa
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