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Em 2011, quando todos esperavam ver Alberto Contador erguer os braços no ponto mais alto da "Algarvia", foi um Cummings "chocado" que se impôs entre os tubarões do pelotão.

Um ano depois, consumada a mudança da Sky para a BMC, o "rolador" de 30 anos, vice-campeão olímpico em Atenas2004 e do Mundo em 2005 na especialidade de perseguição por equipas em pista, vai tentar repetir a proeza.

"Não sei se vou conseguir voltar a vencer como no ano passado, mas pelo menos vou tentar", disse à Lusa.

E o ciclista britânico até parte com vantagem por conhecer o truque para ganhar no alto do Malhão: "é preciso um bom posicionamento na frente da corrida, abrigado do vento, e um ataque no momento oportuno".

O homem que chegou ao último dia da Volta ao Algarve 2011 de amarelo e que acabou em sétimo na geral nega, no entanto, que seja alvo de atenção redobrada por parte dos companheiros de estrada.

"Não penso que o pelotão vá ter mais atenção a mim, há muitos ciclistas capazes de ganhar. No ano passado foi uma surpresa para todos, mas isso não faz de mim um homem a ter debaixo de olho", reconheceu.

Para recusar o estatuto de favorito, Cummings apresenta um argumento de peso: "Há muitos ciclistas bons, cada ano a qualidade é maior aqui e vai ficando pior. Quase parece uma prova do WorldTour".

Nesta nova fase da carreira, o britânico, que trocou as cores nacionais da Sky pelas norte-americanas da BMC de Cadel Evans, trocou os objetivos pessoais pelos coletivos.

"Quero estar bem em março e abril e depois outra vez no Tour. Claro que o plano é trabalhar para a equipa e para o Cadel, mas se surgir a oportunidade para tentar alguma coisa individualmente vou agarrá-la", assumiu.

Lusa

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