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Na terceira etapa, um dia depois da vitória de Edvald Boasson Hagen, a Sky jogou todas as cartas – o camisola amarela e Bradley Wiggins, incluídos – na nova aquisição Richie Porte para cumprir o objetivo de levar para casa a classificação geral da 38.ª edição da prova portuguesa.

Indiferente ao duelo, cada vez mais acesso, entre os portugueses Tiago Machado (RadioShack) e Rui Costa (Movistar), o australiano aproveitou as mexidas impostas pelos dois para se isolar na frente da corrida, reduzida a um grupo restrito de candidatos depois do ritmo violento imposto pela equipa britânica, e assim responder à confiança dos seus diretores desportivos.

Com Machado e Costa conformados com a luta pelo segundo e terceiro lugares, respetivamente, Porte nunca mais parou até ao alto do Malhão, uma contagem de segunda categoria que pôs ponto final na tirada que começou em Castro Marim e terminou 194,6 quilómetros depois, controlando os ataques que aconteciam atrás de si com olhares a espaços.

"É muito bom vencer aqui. Estou numa equipa nova, que demonstrou grande confiança em mim. Precisava desta vitória, porque a temporada passada foi para esquecer", disse o ciclista que em 2011 correu na Saxo Bank.

De camisola amarela vestida, o ciclista de 27 anos, nascido na Tasmânia, apontou como principal rival à conquista da geral o alemão Tony Martin. Contudo, o vencedor da "Algarvia" em 2011 teve "um dia muito mau" ao perder 40 segundos e pôs praticamente de parte a hipótese de revalidar o título – "agora será difícil", desabafou.

O estatuto de etapa mais longa quase "obrigava" à formação de uma fuga, que começou ao quilómetro 28 por iniciativa de Matteo Trentin (Omega Pharma-QuickStep), Christophe Riblon (Ag2r), Marcus Burghardt (BMC), Martijn Maaskant (Garmin-Barracuda), Kasper Larsen (Saxo Bank), Pieter Vanspeybrouck (Topsport), Ronan McLaughlin (An Post Sean Kelly) e José Gonçalves (Onda-Boavista).

Os oito homens bem tentaram – chegaram a dispor de 7.30 minutos de avanço -, mas, à medida que as contagens de montanha iam sendo ultrapassadas, a distância para o pelotão foi sendo encurtada e, um a um, todos acabaram por abdicar do esforço individual, impotentes perante o poderio da equipa britânica.

Apanhados os fugitivos iniciais, Carlos Barredo (Rabobank) e Blel Kadri (Ag2r) aproveitaram a terceira montanha do percurso para saltarem rumo ao alto do Malhão, uma iniciativa frustrada pelo trabalho incansável da Sky, sempre focada no objetivo de sair da Volta ao Algarve 2012 com a vitória na geral, algo que parece quase seguro.

Para preservar a amarela, o terceiro classificado dos nacionais de contrarrelógio da Austrália tem de superar com sucesso a derradeira prova, marcada para domingo, já que este sábado a quarta etapa, entre Vilamoura e Tavira, num total de 186,3 quilómetros, está reservada para os sprinters.

Lusa

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