Terminou na noite da última segunda-feira, 16 de fevereiro, o Convívio Fraterno 1496, promovido pelo Movimento dos Convívios Fraternos (MCF) da Diocese do Algarve.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

A iniciativa para jovens maiores de 17 anos, promovida e dinamizada pela equipa diocesana do MCF, teve início no passado dia 13 deste mês e terminou na segunda-feira em Quarteira, no complexo paroquial de São Pedro do Mar, depois de três dias vividos na Casa de Retiros de São Lourenço do Palmeiral.

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O encontro, que procurou ajudar no primeiro apelo à fé, contou com 17 participantes oriundos das paróquias de Alvor, matriz de Portimão, Montenegro, Nossa Senhora do Amparo de Portimão, Quarteira (comunidade das Pereiras), São Brás de Alportel, São Luís de Faro e Sé de Faro.

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Como sempre acontece, o encerramento, que contou com testemunhos e também sketches, intervenções reflexivas e músicas da autoria dos novos convivas, incluiu a celebração da Eucaristia presidida pelo bispo do Algarve, D. Manuel Quintas. Os participantes foram unânimes em destacar a transformação nas suas vidas provocada por aquela experiência.

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No encerramento, o assistente espiritual do MCF disse que “o grupo não foi grande, mas foi muito bom”. “Fizeram um percurso muito bonito ao longo destes três dias e pudemos viver um Convívio Fraterno sereno. Na serenidade percebia-se a busca que cada um estava a fazer não só de Deus, mas de si próprio”, afirmou o padre António de Freitas, explicando que eles percorreram um “caminho de perceberem que Deus os ama não como gostaria que fossem, mas como eles são”.

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Às famílias e às paróquias, o sacerdote pediu “que os acolham com a alegria e o entusiasmo com que eles vão” e que “procurem amá-los como eles são”. “Naquilo que não perceberem deem tempo para compreender”, aconselhou, exortando a “dar tempo, dar espaço, procurar compreender o que vai no coração do outro, não pedindo muitas justificações”. “Nas paróquias ajudem-nos a crescer na fé. É importante integrá-los, colocá-los a fazer algumas coisas, mas a primeira coisa é ajudá-los a apaixonarem-se por Cristo”, apelou.

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Aos novos convivas pediu que “sejam o rosto alegre de Cristo para a Igreja”, “cristãos que falam da sua fé e de Jesus Cristo e vivem a sua fé com alegria”. “Não percam essa alegria que vos carateriza. Deixem-se apaixonar e procurem sempre Cristo. E quando nem sempre isso for possível nas comunidades, porque também têm as suas fragilidades, não deixem de ser a Igreja que são chamados a ser, mas procurem sempre seguir Cristo. As pessoas passam, mas Cristo permanece e é nele que devemos enraizar a nossa vida. Amem este Cristo que ao longo destes três dias não vos disse outra coisa a não ser que vos amava e muito”, concluiu.

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O monsenhor padre Abílio Cardoso, um dos vários sacerdotes presentes no encerramento, lembrou que “na Bíblia a regulação das sociedades aparece sempre a partir de um resto de que Deus se serve para transformar o todo”. “Vocês são esse resto que Deus escolheu e através de vocês Deus quer dar um rosto novo e mais jovem à nossa Igreja. Vinde com a vossa coragem, cheios de fé e de entusiasmo porque as nossas comunidades precisam de vós. Ide pelo mundo levar esta boa herança”, afirmou.

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Uma representante da assembleia presente pediu-lhes que, no regresso às suas realidades, “sejam Cristo vivo” e “façam algo” nas suas paróquias. “Vocês são precisos. Nós precisamos de jovens com força e com vontade de trazer outros jovens convosco”, afirmou Sílvia Ferro.

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Na Eucaristia, o bispo do Algarve dirigiu-se aos novos convivas. “O Convívio Fraterno é uma oportunidade que Deus vos dá para verificardes que, independentemente do que tenha acontecido na vossa vida, Deus nunca deixa de vos amar. Deus está ali mesmo no meio das provações. Podemos não o ver logo no início, mas depois gradualmente vamos vendo que Ele está particularmente connosco nos momentos de maior dificuldade”, afirmou D. Manuel Quintas.

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“O amor que Deus nos manifestou em Jesus que é sempre superior às nossas fragilidades, ao nosso pecado. E nós somos muito mais para Deus do que as nossas faltas. Somos filhos bem amados do Pai. E o Convívio Fraterno é um tempo para se aperceber disso”, disse-lhes ainda, acrescentando que Jesus quer que cada um deles “seja um sinal dele” no meio dos seus colegas, escolas e universidades e família.

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O Convívio Fraterno contou ainda com a colaboração do padre Samuel Camacho.

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