A Diocese do Algarve realizou ontem a primeira sessão da formação para ministros extraordinários da comunhão.
A iniciativa, promovida através do Secretariado Diocesano da Liturgia, Música Sacra Novas Igrejas e Espaços Pastorais, teve lugar no Centro Paroquial de Loulé com 66 participantes, oriundos de paróquias desde Lagos a Vila Real de Santo António, pertencentes às três regiões pastorais da diocese.
Destinada prioritariamente a novos ministros, o encontro contou ainda com outros que vieram acompanhar aqueles e também com alguns que, embora exercendo aquele ministério há mais tempo, pretendem realizar a formação.

Esta primeira sessão partiu do mistério da Igreja aos ministérios que nela são exercidos, abordou a centralidade da Igreja e a importância dos serviços e ministérios, aludindo à sua fundamentação bíblica e espiritual e evidenciando a sua natureza teológica. Destacou também o sacramento da Eucaristia, incluindo a dimensão da adoração eucarística, por estar relacionado com aquele ministério, diferenciou os ministérios ordenados dos não ordenados e dos carismas e realçou que “o ministério não é poder, mas serviço no amor”.
O diretor do Secretariado Diocesano da Liturgia, que orientou a formação, disse que o encontro quis “situar os ministérios, que estão ao serviço, que só têm razão de ser a partir do mistério que é a Igreja”.

O cónego Carlos de Aquino distinguiu ainda os ministérios instituídos, como os de leitor, acólito ou catequista, dos não instituídos. “Qualquer ministério instituído é para estar ao serviço”, afirmou o formador, acrescentando que “os ministros extraordinários da comunhão não são um ministério instituído, mas são um ministério importante nas comunidades”. “Quem for instituído não é para dizer que é especial em relação aos outros, mas é para dizer que é tão importante este ministério na comunidade que até alguém é instituído para valorizar essa realidade na nossa comunidade”, prosseguiu.
A segunda sessão da formação, que terá lugar no mesmo local no dia 21 deste mês, abordará as orientações diocesanas sobre o ministério do ministro extraordinário da comunhão e a dimensão celebrativa constante do próprio ritual.










