O bispo do Algarve disse no VIII Encontro da Cáritas Diocesana com as Cáritas Paroquiais do Algarve que se realizou em Faro no passado sábado, 09 de maio, que através daquelas instituições a Igreja está a “humanizar o mundo”.
“Através das Cáritas paroquiais e de outras instituições estamos a humanizar o mundo, estamos a dar coração a este mundo porque parece que estamos a construir um mundo sem amor, sem coração, onde tudo se compra e tudo se vende, onde nada é gratuito, nada é voluntário”, afirmou D. Manuel Quintas no encontro que teve lugar no Seminário de São José.

Com base na encíclica do Papa Francisco Dilexit nos (amou-nos) e na exortação apostólica do Papa Leão XIV Dilexit Te (amei-te), o bispo diocesano considerou que a Cáritas a “mão estendida, aberta, da Igreja que acolhe e que distribui”. “O dispormo-nos a ser esta mão estendida que recolhe e que ao mesmo tempo distribui, é a concretização deste amor de Cristo por cada um de nós”, afirmou.

D. Manuel Quintas que a realização e apresentação de relatórios de atividades “são muito importantes”. “São muito importantes apresentar à comunidade também, não apenas às entidades que ajudam. Dar a conhecer o que se faz não é por procura do título de glória ou por vanglória, é um estímulo, é motivar”, observou, desafiando também as Cáritas Paroquiais a procurarem o compromisso voluntário dos jovens.

D. Manuel Quintas agradeceu ainda o trabalho daqueles agentes da pastoral sociocaritativa. “Dou graças a Deus e, sobretudo, pelo bem que as Cáritas Paroquiais realizam em conjugação com a Cáritas Diocesana. Obrigado a todos vós e àqueles que representais também pelo bem que realizam”, afirmou.



No final do encontro, que contou também com uma reflexão do assistente da Cáritas, o cónego Carlos de Aquino, sobre o tema “Cáritas, expressão viva do amor de Cristo na comunidade”, e com uma partilha de duas Cáritas Paroquiais, o bispo do Algarve foi homenageado.

O presidente da Cáritas Diocesana agradeceu a D. Manuel Quintas “a maneira como tem ao longo do seu múnus episcopal tem acompanhado” aquela instituição e as Cáritas paroquiais. “Tem-nos dado alento e entusiasmo pela sua presença, pelo seu contributo, pela sua palavra. Estamos num momento de despedida, de transição… Rezamos para que venha o bispo, mas também temos que rezar para que este bispo ainda se mantenha”, afirmou Carlos de Oliveira.


Aquele responsável fez, em nome de todos, a oferta ao bispo diocesano de uma imagem de Cristo, bom pastor.

Para além do bispo diocesano, do presidente e do assistente da Cáritas Diocesana, o encontro foi participado por mais dois elementos da direção da instituição, pela diretora executiva e pela diretora do Departamento da Pastoral Social e pelas Cáritas Paroquiais da matriz de Portimão, de Lagoa, de Loulé, de Nossa Senhora do Amparo de Portimão, de São Brás de Alportel, de São Luís de Faro e da Sé de Faro. A Diocese do Algarve conta ainda com as Cáritas Paroquiais de Cáritas de Boliqueime, de Cachopo e de São Bartolomeu de Messines.
Cónego Carlos de Aquino alertou que a Cáritas “deve estar no coração da vida paroquial”







