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Foto © Samuel Mendonça

Ao fim de quase 17 anos de existência, o Agrupamento 1172 São Luís de Faro do Corpo Nacional de Escutas (CNE) passou a ter sede própria. A inauguração e bênção decorreu no passado sábado.

Desde que nasceu, no dia 2 de julho de 2000, aquele agrupamento do CNE nunca tinha tido sede própria, tendo funcionado até 2006 na ermida de São Luís e desde essa data até agora em duas salas da igreja paroquial de São Luís.

No final de 2012, os responsáveis do agrupamento questionaram a Câmara de Faro sobre a existência de um campo polidesportivo vandalizado e em avançado estado de degradação na zona da Penha, junto à escola EB 1 de Vale Carneiros. A autarquia mostrou-se favorável a estabelecer uma parceria para a cedência daquele espaço e no dia 1 de março de 2013 foi assinado o contrato de comodato entre as duas partes por um período de 26 anos.

No final de 2013, o agrupamento escutista iniciou as obras no local, que se prolongaram com algumas interrupções até agora, e o chefe Filipe Lourenço garantiu que a sua recuperação “tem sido uma tarefa épica”. “Foram precisos mais de quatro anos e mais de 30 mil euros gastos, isto sem contar com donativos de material, serviços prestados gratuitamente e muita mão-de-obra de voluntários”, acrescentou aquele dirigente na eucaristia da inauguração, sublinhando que, para além de “muito trabalho”, houve “muita fé” e “muita fraternidade entre os elementos do agrupamento”.

“A obra ainda está em curso. Ainda há muito trabalho por fazer, muito dinheiro por gastar, alguns empréstimos por pagar. Mas com a ajuda de Deus e a mesma resiliência, união e imbuídos do ideal escutista de deixarmos o mundo um pouco melhor do que o encontramos, conseguiremos, com certeza, levar a nossa «canoa» a «bom porto»”, acrescentou o chefe de agrupamento.

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Foto © Samuel Mendonça

Ao Folha do Domingo, o chefe Filipe Lourenço explicou que a obra, que irá acolher também o futuro núcleo de Faro da Fraternidade de Nuno Álvares, recebeu apoio de duas empresas no valor de cerca de um terço do que foi gasto e que a paróquia de São Luís de Faro apoiou com outra terça parte. Para além disso, acrescentou que o agrupamento se candidatou a um apoio camarário no valor de 6.500 euros e que o restante foi angariado através de iniciativas diversas promovidas pelos próprios escuteiros.

Na celebração da inauguração, o assistente do agrupamento e pároco de São Luís de Faro considerou que os escuteiros passaram agora a ter uma “sede digna”. “Este equipamento restaurado vai servir também a todos para nos restaurarmos a nós mesmos e restaurarmos esta sociedade, fazendo propostas de uma vida diferente, melhor, não apenas económica ou humanamente, mas sobretudo naquilo que carateriza o homem como criatura de Deus animado pela fé”, afirmou o padre António da Rocha, que presidiu à eucaristia e, no final da mesma, procedeu à bênção das instalações.

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Foto © Samuel Mendonça

O chefe regional do Algarve do CNE, também presente, que se congratulou com o “momento muito importante” para o movimento escutista num “dia de alegria e de agradecimento”, lembrou que o escutismo se assume com a “missão de contribuir para a educação dos jovens” e “não existe isoladamente”. “É parte da comunidade e, como tal, tem de desenvolver o seu trabalho em parceria com outros”, complementou José Cercas Vicente, que agradeceu pelo apoio à construção da sede do Agrupamento 1172.

A vereadora da Câmara de Faro, Teresa Correia, anunciou que a autarquia vai iniciar as obras de requalificação na envolvente daquele equipamento.

Depois da celebração foi ainda feita a entrega de louvores a diversas pessoas e entidades que se destacaram na ajuda prestada.

O Agrupamento 1172 São Luís de Faro conta atualmente com um efetivo de 70 elementos, 63 crianças e jovens das quatro secções (Lobitos – 6 aos 10 anos, Exploradores – 10 aos 14 anos, Pioneiros – 14 aos 18 anos e Caminheiros – 18 aos 22 anos) e sete dirigentes.

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